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Suspeito de integrar esquema de venda de carros desviados de oficina é preso

A Polícia Civil do Piauí prendeu, nesta terça-feira (14), Reginaldo da Silva, de 42 anos, suspeito de participar de um esquema criminoso de desvio e venda de veículos que eram deixados por clientes em uma oficina mecânica na zona Norte de Teresina. A prisão foi realizada por equipes do 2º Distrito Policial.

De acordo com o chefe de investigação, Humberto Pereira, a captura é um desdobramento da investigação que já havia levado à prisão de Ricardo Sobrinho, conhecido como “Ricardinho”, dono de uma oficina especializada em refrigeração automotiva, localizada na Avenida Santos Dumont.

“Reginaldo da Silva foi apontado como um dos envolvidos no esquema após ser citado por Ricardo durante depoimento. O delegado responsável pelo caso representou pela prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça”, destacou o chefe de investigação.

Reginaldo se apresentou espontaneamente na delegacia acompanhado de um advogado, momento em que foi cumprido o mandado de prisão.Ele negou negou participação direta no esquema e afirmou que apenas indicou pessoas que faziam empréstimos a Ricardinho.

“Esse Ricardinho, eu conheci ele na época em que eu cortava cabelo. Eu tinha um salão. Depois parei de cortar cabelo e abri uma espetaria. Ele frequentava lá e ficou sabendo que eu conhecia pessoas que arrumavam dinheiro. Aí, um certo dia, ele chegou e disse: ‘Regis, tu conhece fulano de tal que arruma dinheiro?’ Eu disse: ‘Rapaz, os meninos aí arrumam’. Eu só indiquei as pessoas. Ele usava meu nome porque eu sou conhecido, mas nunca recebi carro nenhum”, declarou.

Foto: Eduardo Costa/Cidadeverde.com

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Segundo ele, os veículos eram entregues diretamente aos agiotas como garantia de pagamento, sem que ele tivesse qualquer envolvimento na posse ou negociação dos bens.

“Me apresentei por livre e espontânea vontade, porque não vou ficar correndo da Justiça. Se eu estivesse devendo, eu assumiria. Eu fui usado como laranja”, disse.

Reginaldo também afirmou que não sabia da origem ilícita dos veículos e que decidiu se apresentar espontaneamente à polícia ao tomar conhecimento da investigação.

Como funcionava o esquema 

As investigações apontam que clientes procuravam a oficina para serviços, como conserto de ar-condicionado, pagando cerca de 50% do valor combinado, geralmente entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. No entanto, os veículos não eram devolvidos.

“Ele pegava os veículos dos clientes e entregava a agiotas para pagar débitos. Esses veículos eram posteriormente revendidos”, explicou Humberto Pereira.

Até o momento, a polícia conseguiu recuperar dois veículos. Outros três ainda são considerados desaparecidos. O caso segue em investigação para identificar outros possíveis envolvidos e localizar os demais veículos.

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