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Manifestação cobra cirurgias de crianças no Hospital Infantil de Teresina

Duas mães realizam, na manhã desta terça-feira (7), uma manifestação em frente ao Hospital Infantil Lucídio Portella, em Teresina. Elas denunciam que as filhas, de 8 e 9 anos, aguardam há mais de dois meses pela retirada de pinos ortopédicos após passarem por cirurgias.

Em nota a assessoria do hospital informou que “não houve recusa de atendimento por parte do Hospital Infantil Lucídio Portella. As pacientes ainda não haviam ingressado no fluxo assistencial da unidade em razão da pendência da consulta especializada, etapa obrigatória para a definição do tratamento e do agendamento do procedimento cirúrgico. Assim que tomou conhecimento da situação, a direção do HILP mobilizou a equipe do Ambulatório para verificar o caso e adotar as providências necessárias. As duas consultas com o médico ortopedista já foram agendadas e serão realizadas na tarde desta terça-feira (07)”. (Confira a nota completa ao final da matéria)

Moradoras do bairro Nova Teresina, na zona Norte da capital, as mães afirmam que têm se deslocado frequentemente até o hospital em busca de informações sobre a realização dos procedimentos, mas seguem sem previsão para a retirada dos pinos.

O advogado que acompanha as famílias, Wallyson Soares, afirmou que as crianças deveriam ter retirado o material ortopédico três meses após as cirurgias, mas continuam aguardando pelo procedimento.

“São duas mães, cada uma com uma filha. Uma criança, de 9 anos, sofreu uma fratura no pulso e precisou colocar um pino. A outra, de 8 anos, fraturou o pé e também passou pelo mesmo procedimento. As duas aguardam há mais de dois meses pela retirada dos pinos, mas o hospital informa apenas que elas estão na fila, sem dizer a posição ou dar qualquer previsão para a cirurgia”, afirmou.

Segundo o advogado, a demora já tem causado complicações de saúde e prejudicado a rotina das crianças.

“Os pinos já estão causando infecção. As crianças estão tomando medicamentos, deixando de frequentar a escola e correm o risco de ficar com sequelas por causa da demora na retirada do material ortopédico”, destacou.

Nota de esclarecimento

A Diretoria do Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP) esclarece que as duas pacientes mencionadas em manifestações realizadas na manhã desta terça-feira (07) são moradoras de Teresina e foram encaminhadas pela rede municipal de saúde para avaliação especializada com vistas à retirada de material de síntese (pinos e parafusos), após tratamento ortopédico realizado anteriormente.

Ressalta-se que não houve recusa de atendimento por parte do Hospital Infantil Lucídio Portella. As pacientes ainda não haviam ingressado no fluxo assistencial da unidade em razão da pendência da consulta especializada, etapa obrigatória para a definição do tratamento e do agendamento do procedimento cirúrgico.

As pacientes ainda não haviam sido atendidas pelo Hospital Infantil porque o acesso ao hospital, nesses casos, ocorre por meio da primeira consulta especializada, cuja marcação é realizada pelo Sistema de Regulação. No caso em questão, houve uma inconsistência no fluxo regulatório, o que impediu que as pacientes ingressassem no fluxo assistencial do Hospital Infantil.

Assim que tomou conhecimento da situação, a direção do HILP mobilizou a equipe do Ambulatório para verificar o caso e adotar as providências necessárias. As duas consultas com o médico ortopedista já foram agendadas e serão realizadas na tarde desta terça-feira (07).

Após a avaliação especializada, os procedimentos para retirada do material de síntese deverão ser programados para a próxima semana, conforme indicação médica.

cidadeverde

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