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TSE prioriza jovens, indígenas e quilombolas em ações da Justiça Eleitoral

A ouvidora-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lucyana Said Daibes, afirmou nesta quinta-feira (2), durante encontro de ouvidorias da Justiça Eleitoral realizado no Piauí, que um dos principais desafios da instituição é ampliar o diálogo com jovens e grupos em situação de vulnerabilidade, aproximando esses públicos dos serviços oferecidos pela Justiça Eleitoral.

A magistrada e ouvidores de Tribunais de todos os países participam do Encontro Nacional do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral em Teresina nesta semana.

Segundo a magistrada, além do fortalecimento das ouvidorias como canais de atendimento ao cidadão, o TSE tem priorizado estratégias para alcançar pessoas que historicamente têm menos acesso às instituições, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos e jovens.

“A preocupação das ouvidorias é atingir esse público que é invisibilizado, um grupo mais vulnerável. Podemos incluir aí os jovens, ribeirinhos, quilombolas e indígenas. Esse olhar é prioridade do TSE, da Justiça Eleitoral e de todas as ouvidorias. Nós temos que chegar até essas pessoas”, afirmou.

Lucyana ressaltou que a ouvidoria é um dos principais instrumentos de aproximação entre a Justiça Eleitoral e a sociedade, permitindo que cidadãos apresentem dúvidas, reclamações, sugestões e contribuam para o aprimoramento dos serviços públicos.

Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

José Wilson, presidente do TRE

“É um canal democrático de escuta, onde o cidadão pode trazer suas demandas e construir soluções junto com a própria instituição. Uma ouvidoria forte significa uma Justiça Eleitoral mais forte e mais atenta às reais necessidades da sociedade. Hoje, a legitimidade das instituições se constrói com a escuta do cidadão, e a ouvidoria é essa porta de entrada”, disse.

Durante o encontro, representantes das ouvidorias do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais discutiram a integração das unidades para as Eleições de 2026, o compartilhamento de boas práticas e o combate à desinformação, apontado como um dos principais desafios do processo eleitoral.

De acordo com a ouvidora-geral, o volume de atendimentos cresce significativamente em anos eleitorais. “O TSE recebe aproximadamente mais de 100 mil demandas de atendimento durante as eleições. Por isso, estamos trabalhando a integração entre as ouvidorias, a excelência no atendimento ao cidadão, o combate à desinformação e o intercâmbio de experiências entre os TREs”, destacou.

A programação reúne representantes das ouvidorias eleitorais de diversos estados para discutir medidas que fortaleçam o atendimento ao eleitor e ampliem o acesso da população aos canais de comunicação da Justiça Eleitoral durante o período eleitoral.

cidadeverde

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