Fotógrafo é preso no PI suspeito armazenar conteúdo de pornografia infantil

Um fotógrafo, suspeito de produção e armazenamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, foi preso pela Polícia Civil do Piauí (PC-PI) nesta quarta-feira (14) em Jardim do Mulato, município localizado a 136 km de Teresina.
A prisão foi feita por equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), responsável pela investigação que identificou cerca de 500 mídias de pornografia infantojuvenil, e apoio da da Gerência de Operações e Investigações Criminais (GOIC).
“Ao chegarmos em sua residência para o cumprimento do mandado de busca e apreensão e prisão, o suspeito falou que tinha os arquivos mas que não estava usando. Ele também relatou que não produzia esses conteúdos, só recebia de outras pessoas”, explicou o investigador Igor Alves, gerente do GOIC.
Durante a ação, os agentes cumpriram também um mandado de busca e apreensão domiciliar, resultando no recolhimento de diversos equipamentos eletrônicos que estavam sob posse do investigado. Todo o material apreendido será submetido à perícia técnica para subsidiar o inquérito policial.
Na ocasião, o investigado negou ter fotografado ou filmado os próprios filhos. “Ele também foi questionado se fazia fotos das crianças, como apontado na investigação, mas ele negou, disse que apenas mantinha imagens normais da relação familiar”, pontuou Alves.
Após a prisão, o suspeito foi submetido a exame de corpo de delito em Água Branca e depois encaminhado para a Central de Flagrantes.
Operação Nacional
A prisão em Jardim do Mulato integra a operação Caminhos Seguros, deflagrada em todo o país. Somente no Piauí, são 15 mandados de prisões, como a de um técnico de informática que atuava em uma escola de Teresina flagrado com esse tipo de material e que confessou a comercialização deste conteúdo.
“É uma operação que integra forças da segurança em todo o território nacional, para ampliar e intensificar as ações repressivas preventivas, bem como ampliar a conscientização das pessoas no combate aos crimes contra a dignidade sexual envolvendo crianças e adolescentes vítimas”, disse a delegada Rosa Chaib, da DPCA.
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