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TRT propõe reajuste de 7%, mas Setut e Sintetro não chegam a consenso

A audiência de conciliação entre o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro) terminou sem acordo nesta terça-feira (19), no Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22), em Teresina.

A reunião, iniciada às 15h20, foi mediada pelo desembargador presidente do Tribunal, desembargador Téssio Tôrres e encerrada às 17h10. Uma nova audiência com representantes da Prefeitura de Teresina foi marcada para esta quarta-feira (20), às 15h. 

Durante a audiência, a categoria apresentou as reivindicações de aumento salarial em 12%, enquanto o Setut formalizou uma contraproposta de 3%. Diante da distância entre os percentuais apresentados, a Justiça do Trabalho propôs um índice intermediário de 7%, mas não houve consenso entre as partes.

“A gente verificou que os percentuais estavam distantes e o sindicato patronal alegou que depende de subsídio repassado pela prefeitura para avançar na proposta dos trabalhadores. Designamos para amanhã uma reunião entre o TRT, Ministério Público do Trabalho e representantes da Secretaria de Finanças e da Strans para saber da possibilidade de o município participar dessa negociação”, disse o desembargador Téssio Tôrres.

Foto: Eduardo Costa/Cidadeverde.com

paralisação onibus

O magistrado destacou ainda que a ausência da Prefeitura de Teresina dificultou o avanço das negociações, já que o sindicato patronal alegou depender de subsídio municipal para ampliar a proposta.

Suspensão do movimento temporariamente

Após a audiência, o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, afirmou que o sindicato decidiu suspender temporariamente o movimento grevista em respeito ao pedido do TRT e do Ministério Público do Trabalho.

“Atendendo ao pedido do desembargador presidente do Tribunal Regional do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, a gente vai suspender o movimento previsto e aguardar uma resposta, mas se não tiver consenso e não chegar a entendimento, a gente vai acatar a determinação do trabalhador e continuar com o movimento”, declarou.

Foto: Eduardo Costa/Cidadeverde.com

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