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Pablo Marçal protocola plano de governo com ‘7 missões’

O empresário Pablo Marçal (PRTB) protocolou nesta terça-feira (18) seu plano de governo à Presidência, que é organizado em “sete missões”.

O documento protocolado por Marçal tem 28 páginas e divide as propostas em sete grandes “missões” que reúnem mais de 230 itens apresentados praticamente sem nenhum tem custo estimado, fonte de financiamento ou prazo.

Marçal, por exemplo, promete redução da relação dívida/PIB, revisão permanente de despesas e corte progressivo de tributos sobre produção, investimento e geração de empregos, mas ao mesmo tempo se compromete a fixar e manter o salário mínimo “como o melhor da América do Sul”.

Para isso, seria preciso mais que dobrar o atual valor, com potencial impacto de centenas de bilhões de reais sobre as despesas obrigatórias.

Em uma espécie de inflexão à esquerda, o plano de Marçal mantém o Bolsa Família, compromete-se com direitos constitucionais de indígenas, quilombolas e povos tradicionais, promete regularização fundiária de territórios reconhecidos, combate ao desmatamento ilegal, remuneração de serviços ambientais e regulamentação do mercado de carbono.

Entre as propostas está ainda a criação de um Ministério da Empresarização, além de programas para incentivar o empreendedorismo nas periferias, abertura de empresas pelo CPF Digital em até 24 horas e isenção tributária progressiva para novos negócios.

Apesar do registro da candidatura pelo PRTB, Marçal está inelegível. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve, por unanimidade, em agosto, a condenação que o impede de disputar eleições por oito anos, contados a partir do pleito de 2024.

A condenação está relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação na campanha à Prefeitura de São Paulo, especialmente à estratégia conhecida como “concurso de cortes”, na qual seguidores eram estimulados a produzir e disseminar vídeos do então candidato em troca de remuneração e prêmios. Ainda cabe recurso ao TSE.

Correção

Marçal também retificou a declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral.

A nova relação patrimonial soma R$ 150 milhões, conforme antecipou a coluna da apresentadora do SBT News Raquel Landim, e não mais os R$ 7,4 bilhões que foram informados inicialmente ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A diferença bilionária decorreu principalmente de dois valores que teriam sido, de acordo com o empresário, informados de forma incorreta: uma aplicação em renda fixa que aparecia como R$ 6,79 bilhões (e seria R$ 6,79 milhões) e um terreno em Santana de Parnaíba (SP) inicialmente registrado por R$ 490 milhões (na verdade, R$ 4,9 milhões).

Mesmo com a correção, Marçal segue entre os candidatos de maior patrimônio declarado na disputa presidencial, atrás apenas de Augusto Cury (R$ 242 milhões) e Romeu Zema (R$ 179 milhões).

Na eleição de 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo, ele havia declarado R$ 169,5 milhões em bens.

 SBT News

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