Golpes na compra e aluguel de imóveis crescem; veja como se proteger

A compra ou o aluguel de um imóvel exige atenção para evitar prejuízos. Com o aumento das negociações realizadas pela internet, também cresceram os golpes praticados por criminosos que se passam por proprietários, corretores ou locadores para enganar compradores e inquilinos.
O advogado especialista em Direito Imobiliário, Bruno Rocha, alerta que as fraudes mais comuns envolvem pessoas que anunciam imóveis sem serem as verdadeiras proprietárias.
“As principais fraudes envolvem a compra e venda de imóveis. Pessoas que não são proprietárias ludibriam os compradores, dizendo que são. Temos esse tipo de fraude acontecendo com frequência em Teresina. Também há golpes na locação de imóveis, praticados por falsos locadores e falsos corretores de imóveis, de toda monta e de toda ordem”, destacou.
Segundo o especialista, antes de fechar qualquer negócio é fundamental verificar a documentação do imóvel e confirmar a identidade do proprietário.
“Primeiro, quem vai comprar um imóvel precisa ter acesso à certidão de inteiro teor. É esse documento que vai dar segurança de que o proprietário realmente é quem consta no registro. Também é ele que informa os limites e o tamanho do imóvel. Segundo, tenha sempre um corretor de imóveis ao seu lado, devidamente inscrito no Creci. Basta acessar o site do conselho e consultar o número de registro do profissional para fazer as devidas conferências”, orientou.
Bruno Rocha também recomenda cautela diante de negociações muito rápidas ou de cobranças antecipadas, práticas comuns em golpes aplicados pela internet.
“Hoje em dia, como tudo é digital, com pagamentos e visitas on-line, desconfie se o vendedor ou o corretor começar a apressar demais a negociação. Vendas muito apressadas costumam ser um sinal de alerta. Outro ponto é desconfiar de pedidos de pagamento de taxa de visita, comissão antecipada ou taxa de reserva. Muitas vezes, antes mesmo de você conhecer o imóvel, o golpista já começa a pressionar para que seja feito um pagamento. Esses são os principais sinais de alerta”, concluiu.
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