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Crianças furtam carro e dirigem em alta velocidade em SC

Duas crianças e um adolescente, de 10, 11 e 12 anos, foram abordados pela Polícia Militar de Santa Catarina na noite de domingo (6), após furtarem um carro, dirigirem em alta velocidade e colidirem contra uma motocicleta no bairro Estreito, em Florianópolis.

Segundo a PM, o veículo trafegava em alta velocidade e bateu contra uma motocicleta durante o deslocamento. Após buscas, os policiais localizaram o automóvel, que estava sem placas, na região do Estreito.

Conforme apurado pela PM, o carro, que era zero-quilômetro, havia sido deixado durante a tarde na região da Rua 14 de Maio, no bairro Capoeiras, com a chave reserva no interior. Os três menores teriam entrado no veículo, acionado o motor e levado o automóvel.

Na sequência, eles circularam por diferentes vias da região continental de Florianópolis. Durante o trajeto, o veículo colidiu contra uma motocicleta que estava parada no bairro Estreito. Segundo a PM, não havia ninguém na moto, e a colisão provocou apenas danos materiais.

O major Adriano de Faria Jerônimo, comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina, explicou que o carro seria entregue a uma concessionária na terça-feira.

“O que se sabe até o momento é que esse veículo seria entregue na terça-feira em uma concessionária, e a cegonha acabou deixando o automóvel naquele local para ser entregue na terça-feira. Acabou que, por algum motivo, a chave reserva ficou no interior do veículo. Os adolescentes avistaram essa chave e fizeram a subtração. A moto com a qual os adolescentes colidiram não tinha ocupante, estava parada, então ocasionou danos materiais”, afirmou.

Em nota, a Polícia Civil informou que apenas o menino de 12 anos é considerado adolescente pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e, portanto, está sujeito à apuração de ato infracional e à eventual aplicação de medida socioeducativa pelo Poder Judiciário.

Já os dois menores, de 10 e 11 anos, são considerados crianças e estão sujeitos exclusivamente às medidas de proteção previstas no ECA, cuja aplicação compete ao Conselho Tutelar.

A Polícia Civil informou ainda que, até o momento, não há indícios de responsabilidade penal dos pais ou responsáveis legais.

sbtnews

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