Fala Candidato: Lourdes Melo defende salário mínimo de R$ 7,5 mil

Em entrevista ao quadro “Fala Candidato”, da TV Cidade Verde, nesta segunda-feira (17), a professora Lourdes Melo (PCO) reafirmou que sua candidatura a governadora visa à defesa do socialismo e ao diálogo com os trabalhadores. Nesse sentido, defendeu o reajuste no valor do salário mínimo e outras medidas para beneficiar a classe, como a redução da jornada de trabalho e melhores condições laborais.
Respaldada por estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Lourdes Melo questionou o atual valor do salário mínimo e apontou que o ideal seria de pelo menos R$ 7,5 mil.
Questionada se a proposta teria viabilidade econômica para ser implementada no Estado, a candidata afirmou que “dinheiro sempre vai existir”, desde que essa seja a prioridade da gestão.
“Dinheiro sempre vai existir. O problema é que os governos não priorizam reconhecer a necessidade de um salário que realmente permita a sobrevivência digna de uma pessoa. Isso é respaldado por dados do Dieese, que, por meio de seus economistas e pesquisas, comprova que, para uma família média de cinco pessoas sobreviver com dignidade, ela precisa receber um salário em torno de R$ 7.500. Essa proposta é baseada em estudos técnicos de economistas.”
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

A candidata a governadora pelo PCO também se mostrou favorável a mudanças na jornada de trabalho, sobretudo para as trabalhadoras. “Defendemos o fim da escala de trabalho abusiva e a redução da jornada para 35 horas semanais, principalmente para as mulheres que enfrentam uma dupla jornada. Além do trabalho externo, elas realizam o trabalho doméstico de lavar roupa, lavar pratos e cuidar da casa todos os dias”, pontuou.
Neste sentido, Lourdes Melo também propôs a criação de uma rede de creches na rede pública estadual, integrada às municipais, para possibilitar que as mulheres trabalhadoras tenham onde deixar seus filhos. “As ricas têm condições de pagar boas creches ou contratar babás para cuidar dos filhos em casa, mas o acesso à creche gratuita é um direito fundamental para as trabalhadoras desenvolverem suas atividades e trabalharem fora, caso haja necessidade”, frisou.
Condições desiguais de disputa
Participando de sua 11ª eleição consecutiva, Lourdes Melo fez críticas à desigualdade de condição de disputa entre os partidos, principalmente no que diz respeito à questão econômica, ao ressaltar que o PCO, ao contrário de outras legendas que participaram do pleito, não recebeu recursos do Fundo Eleitoral. “Defendemos que a eleição deveria ser mais democrática, com financiamento igualitário de campanha para todos”, protestou.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Segurança pública
Na área da segurança pública, a candidata negou ser a favor da extinção das polícias, mas reforçou o direito à autodefesa da população. “A defesa da população tem que ser organizada na sua própria comunidade […] há países onde não existem armas, mas sim outra forma de organização da própria população para se defender. Nós achamos que a segurança pública deva ser organizada pela classe trabalhadora”, explicou.
Educação
Como projeto educacional, Lourdes Melo reforçou o apoio ao ensino integral e apontou o modelo da antiga União Soviética como exemplo. “Na Revolução Russa de 1917, Alexandra Kollontai, comissária que tratava da educação, criou restaurantes e lavanderias públicas. O objetivo era que as mulheres tivessem a possibilidade de trabalhar naquilo que lhes interessasse, desenvolvendo sua criatividade e seu trabalho, caso assim o quisessem”, frisou.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Fim do vestibular e passe livre
Lourdes Melo ainda defendeu a ampliação do acesso ao ensino superior na rede pública e a concessão de passe livre no transporte público para estudantes e desempregados. “Defendemos o fim do vestibular e o acesso gratuito às universidades públicas para quem quiser estudar. Também defendemos o fim da cobrança de passagens de ônibus, garantindo o passe livre para estudantes e desempregados. O que defendemos são condições para que os trabalhadores vivam bem, de forma democrática e pública”, disse.
cidadeverde




