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Enem 2026: veja dicas de História e Geografia para a prova de domingo

O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 será realizado neste domingo (8), com provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação. Para os candidatos que estão na final de preparação, o professor de História e Geografia do Colégio Madre Savina, Hudson Dedé, destacou os principais conteúdos que merecem atenção e podem aparecer nas questões.

O professor apontou temas como meio ambiente, mudanças climáticas, geopolítica, urbanização, Brasil Colônia, Era Vargas e guerras mundiais. Segundo ele, a revisão deve priorizar a compreensão dos processos históricos e geográficos e suas relações com questões atuais.

Meio ambiente e geopolítica estão entre as apostas para Geografia

Na prova de Geografia, uma das principais apostas do professor é a abordagem de questões ambientais, especialmente aquelas relacionadas à sustentabilidade, às mudanças climáticas e aos acordos internacionais.

“Não tem como falar de Geografia e não falar de meio ambiente. Essa é uma das apostas mais conhecidas do Enem. É uma probabilidade muito alta de estar na prova, mesmo porque o meio ambiente é a pegada hoje mais confiável das questões ligadas à ecologia e ao desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Entre os assuntos indicados estão a COP30, realizada no Brasil em 2025, a COP31 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O professor também recomenda revisar problemas ambientais urbanos, como inversão térmica, chuva ácida, aquecimento global e alterações no clima das cidades.

Outro ponto destacado é a Geografia Física, especialmente a classificação do relevo brasileiro. Hudson chamou a atenção para a atualização feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que passou a reconhecer formações montanhosas no país.

“Mas temos montanhas antigas desgastadas. Então, nós temos pelo menos 14 estruturas que podem estar na prova ou ser citadas como montanhas na nova classificação”, explicou.

Na Geografia Humana, o professor recomenda atenção à urbanização, à mobilidade urbana, à violência nas cidades, à concentração industrial e à desindustrialização.

As transformações demográficas também estão entre os assuntos apontados, principalmente o envelhecimento da população brasileira e o chamado bônus demográfico. A transição energética é outro tema que pode aparecer, com destaque para a dependência de recursos minerais e o papel das terras raras na economia mundial.

Já em Geopolítica, Hudson destacou os conflitos internacionais, as disputas entre China e Estados Unidos, o protagonismo dos países do BRICS e a situação de países africanos afetados por guerras e deslocamentos populacionais.

“Pode ser que venham guerras africanas. Joelson, tem 20 conflitos africanos negligenciados no mundo. Ninguém liga, ninguém olha para esses conflitos. Olham mais para os conflitos geopolíticos porque têm a ver com petróleo, têm a ver com zonas estratégicas”, afirmou.

O professor citou ainda os conflitos no Sudão, no Níger e na Nigéria, além da guerra entre Rússia e Ucrânia e das tensões envolvendo Israel, Palestina, Estados Unidos e Irã.

Foto: Benonias Cardoso/ Cidadeverde.com

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Brasil Colônia e Era Vargas são destaques para a prova de História

Na disciplina de História, o professor apontou o período colonial brasileiro como um dos conteúdos mais recorrentes no Enem. Segundo ele, os candidatos devem revisar os ciclos econômicos, os movimentos de resistência e os processos que contribuíram para a Independência do Brasil.

Entre os conteúdos citados estão a exploração do pau-brasil, a produção de cana-de-açúcar, a pecuária, a exploração das chamadas drogas do sertão e o ciclo do ouro. O professor também destacou a importância de compreender as diferenças entre movimentos nativistas e separatistas, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana.

No contexto regional, Hudson mencionou a Batalha do Jenipapo, episódio relacionado ao processo de Independência do Brasil no Piauí.

Outro período considerado importante é o Brasil República, especialmente a Primeira República e a Era Vargas. Entre os assuntos recomendados estão o coronelismo, o voto de cabresto, as constituições do período, o Estado Novo, os direitos trabalhistas e a industrialização brasileira.

“A Era Vargas é também um ponto importante, porque cai muito a questão das constituições de Vargas. A gente pode relacionar o que acontece hoje com o período de Vargas, como os direitos trabalhistas, o voto da mulher e alguns outros direitos”, explicou.

O professor também orientou os candidatos a revisar História Antiga e Idade Média, com atenção às primeiras civilizações, à queda do Império Romano, à ruralização medieval e ao renascimento comercial.

Ele destacou ainda a relação entre as revoluções industriais, o imperialismo na África e na Ásia e as duas guerras mundiais. Segundo o professor, compreender as conexões entre esses acontecimentos pode auxiliar os estudantes na interpretação das questões.

“É tradicional trazer esses conflitos da Primeira e Segunda Guerra relacionados a períodos anteriores, como as revoluções industriais e também o processo imperialista da Ásia e da África”, concluiu.

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