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Bolsonaro diz que seu nome para o Senado era Mello Araújo e se irrita com André do Prado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nos últimos dias que sua escolha para disputar o Senado em São Paulo era o coronel Mello Araújo (PL), vice-prefeito de São Paulo, e que a decisão do PL de lançar André do Prado, presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), foi tomada sem consultá-lo.

Seu incômodo chegou ao conhecimento de políticos.

Segundo apurou o SBT News, Bolsonaro manifestou irritação com a decisão tomada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que ainda conseguiu o apoio de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente.

Prado é um aliado próximo de Valdemar e é uma liderança paulista da ala do centrão no PL. Ele viajou aos Estados Unidos ao menos duas vezes para pedir o apoio de Eduardo Bolsonaro, e na terça-feira (5) gravou um vídeo ao lado do filho do presidente para anunciar a oficialização de sua pré-candidatura.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL | SBT News
Valdemar Costa Neto, presidente do PL | SBT News

Em publicação nas redes sociais, Eduardo escreveu que decidiu apoiar o deputado estadual “mesmo ele não sendo um nome tradicional da militância mais ideológica de direita” por se tratar, segundo ele, de um político experiente, sem envolvimento em escândalos de corrupção e com capacidade de articulação e liderança política.

O fechamento do acordo aconteceu sob a condição de que Eduardo seja o suplente do presidente da Alesp na disputa pela vaga no Senado. Pesa contra o ex-deputado, no entanto, o fato de que foi cassado no ano passado por excesso de faltas.

Segundo juristas consultados pelo SBT News, a inelegibilidade ou não de Eduardo deverá ser analisada pela Justiça eleitoral, caso ele de fato tente participar do pleito. Em cassações por quebra de decoro, a inelegibilidade é de oito anos.

Bolsonaro preferia Mello Araújo por ser um representante da ala ideológica do PL, ligada ao bolsonarismo. O coronel tornou-se vice-prefeito de São Paulo na gestão Ricardo Nunes (MDB) a partir de indicação do próprio ex-presidente em 2024.

A outra vaga da chapa deve ficar com o deputado federal Guilherme Derrite, do PP.

Em publicação nas redes sociais na quarta-feira (6), Mello Araújo agradeceu a Bolsonaro pela indicação para disputar uma vaga ao Senado e disse que “muitos não querem” um político com o perfil dele, “político honesto, que não rouba”.

Coronel Ricardo Mello Araújo | Reprodução redes sociais
Coronel Ricardo Mello Araújo | Reprodução redes sociais

sbtnews

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