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Adolescentes são apreendidos suspeitos de planejar matar meninas no Piauí

Quatro adolescentes foram apreendidos suspeitos de planejar o assassinato de quatro meninas no município de Pau D’arco, no Piauí. A apreensão aconteceu dentro da operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (17) coordenada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc).

Segundo o delegado Samuel Silveira, coordenador do Denarc, a polícia conseguiu impedir o crime após identificar o plano por meio de áudios trocados entre os quatro envolvidos. Os jovens pertenceriam a uma facção e estaria fazendo a venda de entorpecentes.

“Eram quatro adolescentes contra quatro meninas. A motivação seria a queixa delas da venda de droga feita por eles. As levariam para um lugar ermo e as matariam para servir de exemplo para os demais”, afirma o delegado.

Áudios revelaram planos e possível emboscada contra meninas

TV Cidade Verde obteve acesso aos áudios que a polícia analisou e identificou o planejamento dos adolescentes. O primeiro áudio, um dos adolescentes cita que caso as denúncias seguissem ocorrendo até os festejos, a ideia seria matar uma delas para “servir de exemplo”.

“Boto fé que não dá certo não, mas se continuar até chegar nos festejos é bom passar um. Passava uma e ficava de exemplo”, diz.

No outro áudio, o adolescente debocha afirmando que por serem menores de idade não seriam punidos pelo crime.

 “Pra nós não gera muita coisa não, tá ligado?! Nós é de menor, tá susu”, afirma.

O outro adolescente afirma que o ideal era levar as meninas para um lugar longe onde seria cometido o homicídio.

 “Se ela vacilasse dava bom. Só que tinha de ser bem na cautela, tá ligado?! Um lugar bem longe. Deixasse longe, não achasse, demorasse a achar. Negócio é as digitais”, cita o outro adolescente”, idealiza.

No quarto áudio, o adolescente afirma que outro plano seria levar para o “cheiro do queijo”, gíria que se refere a uma armadilha ou emboscada criada para atrair uma vítima.

“Bom levar pro cheiro do queijo, que ela ia andar, andar e quando tivesse só matar. Aí é e xeque, xeque, ninguém pegava. Agora nego pegando logo a força pra levar aí fica digital, fica também bagulho nas unhas delas, no nosso corpo, tudo diabo”, narra o adolescente.

cidadeverde

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