Polícia

Empresário é condenado a 43 anos por matar policial civil durante operação no MA

O empresário Bruno Manoel Gomes Arcanjo foi condenado nesta quinta-feira (12) a 43 anos e seis meses de prisão pelo homicídio qualificado do policial civil Marcelo Soares da Costa, de 42 anos. O crime ocorreu em setembro de 2024, durante o cumprimento de mandados da Operação Turismo Criminoso, que investigava fraudes no Departamento de Trânsito do Piauí (Detran-PI).

A sentença também considerou a tentativa de homicídio contra outros três policiais civis que participavam da ação.

julgamento ocorreu no Fórum da Comarca de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão, cidade onde o crime foi registrado.

De acordo com o inquérito policial, a equipe cumpria mandados judiciais no imóvel do empresário quando se identificou e arrombou o portão de entrada da residência. Em seguida, Marcelo Soares e outro agente se dirigiram aos fundos da casa para tentar romper dois cadeados que davam acesso ao local.

O primeiro cadeado foi quebrado, mas o segundo apresentou mais resistência. Durante a tentativa de abertura, Marcelo precisou colocar o braço por dentro da grade para alcançar o cadeado. Nesse momento, partiram disparos de dentro da residência e um dos tiros atingiu o policial na lateral do tórax, região que não estava coberta pelo colete balístico que ele utilizava.

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Casa onde o Bruno estava e o policial foi morto

Marcelo chegou a ser socorrido pelos próprios colegas e foi levado para um hospital na cidade maranhense, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o confronto, o empresário se rendeu e foi levado para a delegacia. Em depoimento, o acusado admitiu ter efetuado os disparos, mas afirmou que não sabia que se tratava de policiais e que acreditava estar reagindo a uma invasão domiciliar.

Segundo decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, a defesa do empresário pediu a absolvição sumária ou a desclassificação do crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O pedido, no entanto, não foi acolhido pela Justiça.

Desde a prisão, Bruno Arcanjo tentou obter liberdade, mas permaneceu preso enquanto aguardava o julgamento do caso.

De acordo com as investigações, o acusado atuava como empresário no ramo hortifrutigranjeiro em Santa Luzia do Paruá. Ele também já possuía passagens pela polícia no Piauí.

cidadeverde

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