Brincadeiras longe das telas ajudam no desenvolvimento infantil nas férias

Com a chegada das férias escolares, muitas famílias buscam alternativas para entreter as crianças e reduzir o tempo em frente às telas. Especialistas destacam que as brincadeiras estimulam o desenvolvimento infantil, fortalecem os vínculos familiares e contribuem para a criatividade, coordenação motora e habilidades sociais.
Brinquedos educativos, jogos de tabuleiro, atividades de movimento e brincadeiras livres estão entre as opções que ajudam a ocupar o tempo das crianças durante o período de recesso. Além da diversão, essas atividades favorecem o desenvolvimento cognitivo, emocional e motor.
A psicopedagoga e empresária Camila Andrade explica que o brincar vai além do entretenimento.
“É brincando que acontecem o desenvolvimento motor, emocional, cognitivo e das relações sociais. Também é nesse momento que os pais conseguem observar como a criança reage às situações, como lidar com a frustração e fortalecer o vínculo familiar”, destaca.
Segundo especialistas, brinquedos que permitem à criança criar suas próprias regras e imaginar diferentes cenários estimulam a criatividade e a autonomia.
A empresária e especialista em brinquedos educativos destaca que o chamado “brincar livre” favorece o aprendizado.
“Quando entregamos um brinquedo com poucas regras, a criança constrói toda a lógica da brincadeira. Isso desenvolve o raciocínio, a criatividade e a imaginação”, afirma Camila.
Além dos jogos de raciocínio e criatividade, brinquedos de movimento também ajudam no desenvolvimento da atenção, da coordenação motora, do equilíbrio e da percepção corporal.
Outro ponto destacado pelos especialistas é a participação dos pais nas brincadeiras. Atividades como brincar de peteca, pião, jogos de tabuleiro ou faz de conta ajudam a criar memórias afetivas e fortalecem a convivência entre pais e filhos.
“É importante que os adultos parem um pouco e brinquem junto com as crianças. Assim, resgatam lembranças da própria infância e criam novas memórias com os filhos”, diz a especialista.
A orientação é que, durante as férias, as famílias alternem o uso de dispositivos eletrônicos com atividades presenciais, valorizando momentos de convivência e experiências que contribuam para o desenvolvimento infantil.
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