FMS aponta mais de meio bilhão gasto com saúde em 2026 e relata dificuldades

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) apresentou nesta sexta-feira (29), durante audiência pública na Câmara Municipal de Teresina, o relatório de prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. A gestão detalhou a execução orçamentária da saúde na capital e apontou desafios relacionados à infraestrutura das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), falta de medicamentos e demanda por consultas especializadas.
Segundo o diretor de Planejamento da FMS, Francisco Pádua, o orçamento da saúde para este ano é de R$ 1,9 bilhão. Nos primeiros quatro meses do ano, a fundação já executou R$ 550 milhões em despesas.
Ao apresentar os números, Pádua destacou a composição dos recursos utilizados pela rede municipal.
“O orçamento da saúde de Teresina neste ano é de R$ 1,9 bilhão. Nesse primeiro quadrimestre nós já gastamos R$ 550 milhões. Desse dinheiro, 60% é do Tesouro Municipal, 34% é da União, 5% é resultado da receita própria de produção de serviço e 1% do Estado”, informou.
Apesar do volume de recursos aplicados, vereadores relataram problemas enfrentados pela população no acesso aos serviços. O vereador João Pereira (PT) citou dificuldades para a realização de reformas nas UBSs, falta de medicamentos e demora para consultas especializadas.
Durante a audiência, o parlamentar afirmou que a equipe técnica responsável pelos projetos de reforma das unidades é insuficiente para atender à demanda existente. “A doutora Leopoldina disse que tem R$ 15 milhões em caixa para fazer essas reformas, mas a equipe de engenharia para elaborar os projetos é pequena. Nós pedimos que essa equipe seja ampliada para que essa situação seja resolvida definitivamente”, declarou.
João Pereira também relatou reclamações relacionadas à ausência de medicamentos para hipertensão em algumas unidades e filas para consultas em especialidades como neurologia e urologia, com esperas que, segundo ele, chegam a ultrapassar um ano.
Ampliação
O vereador defendeu ainda a ampliação do financiamento federal para a saúde da capital e voltou a cobrar a implantação de uma policlínica em Teresina. Segundo ele, a estrutura poderia ampliar a oferta de atendimentos de média e alta complexidade e ajudar a reduzir a demanda reprimida por consultas e procedimentos especializados.
Além dos dados financeiros, a FMS informou que houve crescimento nos atendimentos realizados pela rede municipal. De acordo com o relatório apresentado, a atenção básica registrou aumento de 26% nos atendimentos em comparação com o mesmo período de 2025. A fundação também apontou crescimento nos atendimentos ambulatoriais especializados e nas cirurgias realizadas pela rede pública municipal.
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