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Após prisão no Piauí, delegada alerta sobre stalking e pede perícia psicológica

A delegada Georgiane Silva, titular da 3ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Teresina, confirmou à TV Cidade Verde que solicitou a realização de perícia psicológica de Josivan da Silva Nascimento, preso na noite desta terça-feira (20) suspeito de perseguir, ameaçar e importunar uma auxiliar de escritório de 33 anos há quase dez anos.

De acordo com a autoridade policial, a medida foi motivada pelo padrão de comportamento e histórico de delitos cometidos contra a vítima. “Decidi realmente pedir, por conta da insistência e da reiteração delitiva, que ocorre há 10 anos esse fato. Nós vamos sim solicitar representar pelo incidente de insanidade mental ao magistrado e esperamos que seja deferido”, declarou.

A solicitação de perícia psicológica havia sido mencionada pela delegada após a vítima registrar um novo boletim de ocorrência contra o ex-colega de trabalho, após ele manter contato virtual não autorizado, voltar a lhe enviar mensagens debochando das denúncias realizadas e com ameaças de morte à ela e sua irmã.

O mandado de prisão preventiva pelo crime de stalking foi cumprido por equipes do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar do Piauí. Durante a abordagem, o celular do investigado também foi apreendido.

De acordo com o relato da vítima, os episódios começaram em 2016, quando ela e o suspeito passaram a trabalhar na mesma empresa. Já em 2017, conforme a denúncia, ele teria feito ameaças de morte dentro do ambiente de trabalho. Mesmo após deixar a empresa, o homem teria continuado com as perseguições, segundo a vítima.

Onze boletins e quatro inquéritos

Somente na 3ª DEAM, Josivan responde a 11 boletins de ocorrência, que geraram quatro inquéritos policiais. Dois já foram concluídos e encaminhados para julgamento, enquanto os outros dois estão em fase final de elaboração de relatório, com prazo de dez dias para conclusão.

prisão desta terça-feira (19) tem origem em um inquérito de 2022, encaminhado à Justiça em novembro daquele ano. O Ministério Público requereu a prisão preventiva, que foi deferida pela magistrada na última sexta-feira (15).

Josivan já chegou a ser condenado, em relação a um dos casos, a um ano, dois meses e sete dias de prisão em regime aberto, sentença que ainda cabe recurso e não transitou em julgado. Foi justamente por isso que a juíza determinou a prisão preventiva.

A importância da denúncia

Após a prisão do suspeito, a delegada Georgiane Silva aproveitou para alertar sobre os crimes de stalking, perseguição e ameaça, reforçando a importância de que as vítimas denunciem e registrem ocorrência assim que se sentirem ameaçadas.

“Qualquer situação que venha a incomodar a vítima (…) que restrinja a locomoção da vítima ou qualquer fato que o suposto autor faça que acabe atingindo a esfera de liberdade ou privacidade da vítima é o momento da vítima se dirigir a qualquer delegacia do estado do Piauí e registrar a ocorrência”, orientou.

A pena prevista para o crime de stalking é de seis meses a dois anos de prisão, além de multa, podendo ser aumentada quando a vítima for mulher, criança ou idoso.

com informações de Mikaela Ramos/cidadeverde

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