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TRT sugere reajuste de 7% no subsídio do transporte coletivo de Teresina

A tentativa de conciliação entre trabalhadores do transporte coletivo com o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (20), com uma nova reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22). 

O encontro foi presidido pelo desembargador Téssio Tôrres e contou com a participação do secretário municipal de Finanças, Edgar Carneiro, e do superintendente da Strans, Weldon Bandeira.

Diante do impasse, a Justiça do Trabalho apresentou uma proposta ao município e sugeriu o aumento de 7% no subsídio pago atualmente pela Prefeitura de Teresina às empresas de ônibus. Hoje, o município repassa cerca de R$ 6 milhões mensais ao sistema de transporte coletivo

Uma nova rodada de negociações foi marcada para esta quinta-feira (21), às 11h, no TRT-PI. Devem participar representantes do Setut, Sintetro e da Prefeitura de Teresina.

Segundo o presidente do TRT-22, desembargador Téssio Tôrres, a participação da Prefeitura é essencial, pois foi constatado pelo Tribunal que o sistema de transporte coletivo em Teresina é dependente dos repassasses do poder público.

“Pedimos que levassem ao prefeito e analisassem esses números para que fosse possível trazer alguma proposta de reajuste nesse subsídio que já é passado às empresas, para então viabilizar que as empresas consigam fechar, via sindicatos, o reajuste pretendido pelos trabalhadores. Verificamos que, de fato, os empresários estão com dificuldade, por exemplo, na renovação de frota e no incremento de algumas vantagens que possam ser dadas aos empregados, por conta do valor hoje dessa operação, que está muito oneroso. Eles não estão conseguindo fazer frente a essas necessidades. Por isso, essa política de subsídio que existe nos últimos anos vem aumentando. O que se verificou foi que o sistema está dependente desse subsídio que é repassado pela Prefeitura”, afirmou Téssio Tôrres.

O superintendente da Strans, Weldon Bandeira, confirmou que a proposta será levada para análise do prefeito Sílvio Mendes e da equipe econômica do município.

“Nós sempre reforçamos que isso é um entendimento que tem que ser feito entre as partes envolvidas: patrões e empregados. Mas, a pedido do presidente aqui do TRT, nós viemos escutar e entender o que foi proposto pela categoria. Hoje, em média, são pagos mensalmente R$ 6 milhões. Qualquer percentual de aumento em cima desse subsídio deverá ser discutido internamente, tanto com as Finanças quanto com o senhor prefeito, para ver se é possível um aumento nesse subsídio”, declarou.

Reivindicações 

A categoria reivindica reajuste salarial de 12% para motoristas e cobradores, aumento no valor do ticket alimentação e melhoria no plano de saúde. Segundo o Sintetro, os trabalhadores acumulam perdas desde 2019, período em que houve redução salarial e retirada de benefícios.

De acordo com o Sintetro, o salário dos motoristas em Teresina é atualmente de R$ 2.403,83, enquanto os cobradores recebem salário mínimo. O ticket alimentação, segundo a entidade, caiu para R$ 650 e a proposta dos trabalhadores é elevar o valor para R$ 950. Já em relação ao plano de saúde, o sindicato pede aumento da contribuição patronal de R$ 125 para R$ 170.

cidadeverde

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