TSE se reúne com embaixadores para explicar urna eletrônica

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, se reúne nesta segunda-feira (17), às 14h, com embaixadores para apresentar o funcionamento da urna eletrônica e os mecanismos de segurança do processo eleitoral brasileiro. Diplomatas dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil foram convidados.
O encontro, chamado de Sessão Informativa para as Embaixadas, tem como objetivo apresentar aos representantes estrangeiros as tecnologias e a arquitetura de segurança utilizadas nas eleições. Segundo o TSE, a urna eletrônica é um patrimônio do povo brasileiro e será defendida por Nunes Marques durante a reunião.
A Corte também deve detalhar os planos de contingência para enfrentar o uso de deepfakes produzidas com inteligência artificial em campanhas eleitorais e o disparo em massa de desinformação estruturada.
Na semana passada, o TSE iniciou uma série de reuniões com diplomatas estrangeiros sobre a atuação das Missões de Observação Eleitoral (MOEs) internacionais nas Eleições Gerais de 2026. Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia, dos Estados Unidos e de Cuba estiveram na sede da Corte, em Brasília.
As delegações foram recebidas pela juíza Renata Gil, diretora de Assuntos Internacionais do TSE. As reuniões trataram da organização das eleições e dos mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade da urna eletrônica, utilizada no país há 30 anos.
Crítica dos EUA às regras eleitorais
A reunião desta segunda-feira ocorre após uma autoridade do governo dos Estados Unidos criticar regras eleitorais brasileiras. A subsecretária de Estado dos EUA, Sarah B. Rogers, afirmou no domingo (16) que o filtro da plataforma X que retira perfis de candidatos das recomendações durante o período eleitoral seria uma forma de “censura”. A declaração foi publicada em resposta ao perfil oficial da rede social de Elon Musk.
“Esse tipo de transparência algorítmica é exatamente o que muitos órgãos reguladores afirmam desejar. Ela também caracteriza a censura imposta pelo Brasil”, escreveu Rogers.
sbtnews




