Reitor da Uespi defende cofinanciamento federal para universidades estaduais

Em entrevista à TV Cidade Verde nesta sexta-feira (10), o reitor da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Paulo Henrique Pinheiro, defendeu o cofinanciamento federal para universidades estaduais e municipais. De acordo com o gestor, a ideia é a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para assegurar a transferência de recursos da União para as instituições de ensino superior estaduais e municipais.
“No Piauí, por exemplo, o governo estadual assume, através da Uespi , uma demanda que as universidades federais e o Instituto Federal sozinhos não conseguem atender, portanto, é legítimo que tenhamos uma coparticipação da União no financiamento”, disse o reitor, ao destacar a mobilização da comissão nacional em defesa das universidades públicas estaduais e municipais com uma recente agenda em Brasília.
Na oportunidade, o grupo, liderado pela Associação Brasileira de Reitores e Reitoras de Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM) defendeu a PEC de autoria do ex-senador e atual deputado federal Inácio Arruda, que visa incluir as instituições estaduais e municipais no orçamento da União, sob o argumento de que elas exercem funções constitucionais de formação superior que deveriam ser compartilhadas pelo governo federal.
“São necessárias 171 assinaturas, e cada reitor está dialogando com os parlamentares em seus estados. No Piauí, já existem duas assinaturas. A proposta desenhará qual é o fundo ao qual as universidades estaduais e municipais passarão a ter acesso para cofinanciamento de suas ações, especialmente as de ingresso e permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade”, explicou Paulo Henrique Pinheiro.
O reitor piauiense citou o levantamento realizado pela ABRUEM que identificou 446 campi dessas universidades estaduais e municipais, distribuídos em 22 unidades da federação, atendendo cerca de 700 mil estudantes. Na sua avaliação, esse contingente é equiparável ao das universidades federais. Ao citar o exemplo local, lembrou que a Uespi está presente em diversos municípios do interior e é bancada majoritariamente pelo Tesouro Estadual.
A expectativa é que, com a aprovação da PEC, a incrementação do orçamento da Uespi em 10%. “Contamos hoje com R$ 400 milhões por ano. Com uma coparticipação da União que gerasse um incremento de cerca de 40 milhões, em quatro anos seria possível avançar muito na modernização dos campi, superando o que é feito apenas com recursos estaduais, permitindo ampliar vagas e formar estudantes com maior qualidade”, pontuou o reitor.
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