Saúde

Primeira farmácia em supermercado começa a operar em SP

A primeira farmácia instalada dentro de um supermercado brasileiro começou a funcionar nesta quinta-feira (16) na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo. A inauguração marca a estreia do novo modelo permitido pela Lei Federal nº 15.357, sancionada em março deste ano, que autoriza a instalação de farmácias na área de venda dos supermercados, desde que sejam respeitadas todas as exigências legais, sanitárias e técnicas previstas para as drogarias convencionais.

A nova unidade funciona em um espaço físico independente dos demais setores do supermercado Assaí, exclusivo para a atividade farmacêutica. O estabelecimento conta com farmacêutico durante todo o horário de funcionamento e segue as mesmas normas aplicadas às farmácias tradicionais, como controle de temperatura, ventilação, iluminação, armazenamento adequado dos medicamentos, rastreabilidade dos produtos e assistência farmacêutica.

“São três ganhos: o primeiro ponto, claro, é a praticidade e a velocidade que o cliente ganha no supermercado. Mas é uma farmácia completa que entrega tudo o que o cliente procura em uma farmácia. Além da praticidade, a gente tem a saúde e também a economia”, explica o diretor de farmácias da rede, Vagner Moraes.

Para os consumidores, a facilidade é o diferencial. “Facilita bastante, porque você está fazendo compras e aproveita e vê o medicamento que está precisando”, afirma Josi Santos, pensionista.

Para o Rafael Marconi, que é executivo de vendas e cliente dessa rede na Vila Leopoldina, essa é uma evolução do varejo alimentar no Brasil. “Uma iniciativa que no Brasil é nova, mas você já vê isso acontecer em outros países do mundo. Você consegue resolver tudo em uma viagem só e aproveita para repor necessidades de medicamentos”, conclui.

A Lei nº 15.357 estabeleceu regras específicas para esse novo formato. Entre elas, está a proibição da venda de medicamentos em gôndolas, bancadas ou estandes espalhados pelo supermercado. Todos os medicamentos devem permanecer dentro da área exclusiva da farmácia, onde a dispensação ocorre sob supervisão de um profissional habilitado.

A legislação também determina que medicamentos sujeitos a controle especial só podem deixar a farmácia após o pagamento ou em embalagem lacrada, inviolável e identificável. Além disso, o texto autoriza o uso de plataformas digitais para logística e entrega, desde que sejam observadas todas as normas sanitárias.

Durante a tramitação do projeto, o CFF (Conselho Federal de Farmácia) defendeu a manutenção de regras rígidas para evitar a flexibilização da comercialização de medicamentos.

Para a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), a entrada em vigor da nova legislação representa uma conquista histórica para o varejo alimentar brasileiro. A entidade afirma que o novo modelo amplia o acesso da população aos medicamentos sem abrir mão da segurança sanitária, além de estimular investimentos, gerar empregos e fortalecer a concorrência no setor.

sbtnews

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