Polícia desarticula grupo que furtava apartamentos de luxo com fraude digital

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6) a Operação Troia, que mira uma organização criminosa especializada em furtos qualificados em apartamentos de alto padrão. O grupo atuava com uso de fraude e engenharia social, explorando sistemas de segurança para acessar condomínios de luxo.
A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre e cumpriu três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo. Durante a operação, os policiais apreenderam uma arma de fogo e um carro furtado, que seria utilizado nas ações criminosas.
As investigações começaram após um furto registrado no dia 7 de março deste ano, em um apartamento no bairro Rio Branco, na capital gaúcha. Na ocasião, foram levados dinheiro em moeda nacional e estrangeira, joias, bolsas de grife, roupas e outros itens de alto valor, gerando um prejuízo significativo para a vítima.
De acordo com a Polícia Civil, o crime foi cometido com alto nível de sofisticação. Uma das suspeitas teria entrado em contato com a vítima previamente para confirmar que o imóvel estaria vazio. Em seguida, conseguiu acessar o condomínio utilizando um cadastro facial fraudulento, vinculado indevidamente a outro morador. O acesso teria sido possível após manipulação junto à empresa responsável pelo sistema de segurança.
Entre os investigados estão Renata Palermo, que segue foragida, e Vinícius Scarpari, preso na capital paulista. Apesar de negar participação, imagens obtidas durante a investigação colocariam Vinícius dentro do condomínio no momento do crime.
A polícia identificou ao menos quatro integrantes na quadrilha, que atuavam de forma organizada, com divisão de tarefas — desde o monitoramento da rotina da vítima até a execução do furto e o suporte logístico. Há indícios de que o grupo tenha cometido crimes semelhantes em outros estados, como Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Durante a operação, os agentes localizaram um dos suspeitos apontados como liderança do grupo, Alberto Alves. Ele foi conduzido ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), onde o caso segue sob apuração.
A Polícia Civil destaca que o caso chama atenção pela utilização indevida de tecnologias de controle de acesso, o que acende um alerta para condomínios e empresas de segurança. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e tentar recuperar os bens furtados.
SBT News




