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Piauiense, novo presidente do CFC destaca desafios da contabilidade no Brasil

Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta quinta-feira (19), o novo presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim Bezerra, afirmou que a profissão passa por um momento de redefinição, impulsionado pela complexidade econômica. Ao pontuar os desafios da categoria, ele pontuou que o cenário atual exige uma atuação mais ampla dos profissionais da área, diante de mudanças simultâneas em diferentes frentes.

“Assumimos o Conselho Federal de Contabilidade diante de um grande desafio econômico no Brasil. Há agendas importantes, como a sustentabilidade, a agenda tributária, a agenda tecnológica e todas essas transformações regulatórias que o país enfrenta. Tenho dito que os desafios da contabilidade são os desafios do Brasil, porque onde há vida, há contabilidade”, declarou. 

De acordo com Bezerra, essas transformações ampliaram o papel da contabilidade no ambiente econômico, especialmente no que diz respeito à governança e à transparência. “Essas transformações fazem com que o mercado faça um chamado à contabilidade, pela confiança pública, pela transparência, pelo controle e pela governança. Todos esses institutos elevam a confiança pública do país e a segurança nacional”, frisou.

O presidente também relaciona essa atuação ao enfrentamento de crimes financeiros, destacando os limites legais da profissão. “A contabilidade estará posta para o combate ao crime organizado, à corrupção, à lavagem de dinheiro, dentro do limite do exercício profissional, onde fiscalizamos a atividade para proteger a sociedade”, comentou, ressaltando o papel da contabilidade diante da complexidade regulatória do país.

“Quando você reúne todas as regulações, do mercado financeiro, da reforma tributária, das legislações dos municípios, estados e União, qual é a inteligência artificial que consegue traduzir tudo isso numa linguagem adequada? É a contabilidade. São os contadores e as contadoras do Brasil que transformam essa complexidade na vida cotidiana”, argumentou. 

Por fim, Bezerra avaliou que o avanço tecnológico deve reduzir o peso das atividades operacionais e ampliar a atuação estratégica dos profissionais no mercado. “A tecnologia vai tomar conta da parte burocrática, e o contador vai assumir o seu papel estratégico no mercado, discutindo a melhoria dos negócios e da estrutura de investimento”, finalizou o presidente do CFC.

cidadeverde

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