Geral

Piauí terá núcleos de notificação em hospitais para ampliar doação de órgãos

A Central Estadual de Transplantes do Piauí vai implantar núcleos de notificação nos hospitais da rede estadual para ampliar a identificação de possíveis doadores e agilizar a comunicação com as equipes responsáveis pela captação de órgãos e tecidos. Atualmente, cerca de 900 pessoas que aguardam por transplante de rim ou córnea no estado.

De acordo com a coordenadora da Central de Transplantes do Piauí, Lourdes Veras, a Saúde estuda remunerar as equipes que atuarão diretamente nas unidades hospitalares.

“Vai ser implementado núcleos de notificação na nossa rede hospitalar. Inclusive, a Saúde tem uma proposta de remunerar essas equipes que vão ficar dentro da nossa rede hospitalar para notificar a Central de Transplante e os nossos órgãos de busca, como as nossas organizações de procura de órgãos, para que a gente esteja presente para fazer a cirurgia de retirada dessas córneas em toda a rede hospitalar”, explicou.

A estrutura dos núcleos será definida de acordo com o número de atendimentos de urgência e emergência de cada hospital. Lourdes Veras explicou que as unidades são classificadas em diferentes níveis, conforme a capacidade de atendimento e a possibilidade de realização de procedimentos relacionados à doação de órgãos.

“Essa equipe de notificação vai ser implantada em cada hospital dependendo do número de atendimentos de urgência e emergência. Elas são classificadas de tipo 1 até tipo 4, que são as mais específicas para múltiplos órgãos e com qualificação e número de pessoas também a cada nível. Então vai ter hospitais que nós podemos implantar uma equipe de doação de órgão para transplante tipo 1. Então essa equipe será voltada diretamente para o tecido, que no caso é a córnea”, acrescentou.

Além da ampliação da captação, o estado trabalha para aumentar a oferta de transplantes. O Hospital Getúlio Vargas (HGV) está em processo de credenciamento para realizar transplantes de fígado no Piauí.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), todas as vistorias necessárias já foram realizadas e a unidade aguarda a publicação da portaria que permitirá o início dos procedimentos. Atualmente, pacientes que precisam desse tipo de transplante precisam ser encaminhados para outros estados.

“Um dos órgãos que nós mais enviamos é o fígado e já estamos com a nossa equipe já aguardando só a portaria do nosso credenciamento para a gente iniciar essa nova modalidade de transplante no Hospital Getúlio Vargas. A gente continua transplantando os rins e as córneas, brevemente agora faremos o transplante de fígado e também estamos com equipe credenciada para transplante de coração no HU da Universidade Federal do Piauí”, acrescentou.

Recusa familiar ainda é desafio

A coordenadora também apontou a recusa das famílias como um dos obstáculos para ampliar o número de doações. Segundo ela, a decisão precisa ser tomada pelos familiares em um momento de luto, o que torna necessário ampliar as informações sobre o processo.

“A recusa ainda é um desafio porque o transplante é um procedimento que depende de um sim da família que está perdendo um ente querido num momento muito difícil. Então é muito importante que a gente possa levar esse nosso trabalho, que as famílias entendam a transparência. As famílias têm que entender que quase 100% desses transplantes são realizados pelo Sistema Único de Saúde, que tem critérios rigorosíssimos de distribuição. Então tudo isso é muito importante para que elas fiquem tranquilas que na hora do seu sim, que essa fila, que esse órgão vai para alguém que está na fila de espera aguardando que essa vida seja salva”, finalizou.

cidadeverde

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo