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Ministério da Saúde suspende vacinação contra a dengue após duas mortes suspeitas

Ministério da Saúde (MS) anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan em todo o país. A decisão foi comunicada durante coletiva de imprensa realizada com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da instituição responsável pelo imunizante, após a identificação de eventos adversos graves registrados entre pessoas vacinadas.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 500 mil doses da vacina já haviam sido aplicadas desde o início da campanha. Entre os imunizados, foram identificados 42 casos de reações severas possivelmente associadas à vacinação, além de duas mortes suspeitas que agora serão investigadas pelas autoridades sanitárias para determinar se existe relação com o imunizante.

Vacina era considerada marco histórico

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina se destacou por ser a primeira do mundo contra a dengue aplicada em dose única e também a primeira totalmente produzida no Brasil. O imunizante foi autorizado para uso após anos de pesquisas e era visto como uma das principais apostas do país no combate à doença.

A suspensão foi anunciada às 14h41, no horário de Brasília, e permanecerá em vigor enquanto os órgãos de saúde analisam os casos registrados e avaliam a segurança da continuidade da campanha.

Campanha começou em fevereiro

No estado de São Paulo, a vacinação teve início em 6 de fevereiro, inicialmente voltada para cerca de 216 mil profissionais da atenção básica, incluindo médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

Em maio, a estratégia foi ampliada para a população em geral, começando pelas pessoas de 59 anos. A expectativa era expandir gradualmente a cobertura para outros grupos prioritários ao longo do ano.

Casos serão investigados

Durante a coletiva, representantes do Ministério da Saúde informaram que os eventos adversos estão sendo analisados em conjunto com a Anvisa e especialistas do Instituto Butantan. O objetivo é identificar se as reações registradas possuem relação direta com a vacina ou se foram provocadas por outros fatores clínicos.

As autoridades ressaltaram que a suspensão tem caráter preventivo e segue protocolos internacionais de farmacovigilância adotados em situações semelhantes.

Próximos passos

A retomada da vacinação dependerá dos resultados das investigações conduzidas pelos órgãos de saúde. Enquanto isso, o Ministério da Saúde orienta que pessoas que receberam a vacina permaneçam atentas a possíveis sintomas e procurem atendimento médico caso apresentem qualquer reação considerada incomum.

A pasta também informou que novas atualizações sobre o caso serão divulgadas à medida que os estudos e análises técnicas forem concluídos.

meionorte

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