Justiça marca júri de acusado de mandar matar ex-sogra no PI; filho foi morto

A Justiça do Piauí marcou para o dia 30 de setembro de 2026 a sessão do Tribunal do Júri que vai julgar os réus: Olívio de Sá, Eliano Sousa, Edinaldo dos Santos e Edmar Lopes, acusados de participação no homicídio de Antônio Costa da Silva e na tentativa de homicídio contra Luisa Ferreira.
O crime ocorreu em dezembro de 2015, na localidade Malhada Grande, zona rural do município de Isaías Coelho. Eliano é acusado de contratar os pistoleiros para assassinar a ex-sogra, Luisa. Durante o crime, o filho dela, Antônio, acabou morrendo.
A sessão estava inicialmente marcada para o dia 26 de agosto, mas foi redesignada após a defesa de Eliano Sousa informar que já havia sido intimada para atuar em outro julgamento do Tribunal do Júri, na Comarca de Padre Marcos, previsto para o dia seguinte. Os réus foram pronunciados pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificado.
Ao analisar o pedido, o juiz considerou que, devido ao número de réus, testemunhas e à complexidade do caso, havia grande possibilidade do julgamento se estender por mais de um dia, comprometendo a participação da defesa na sessão seguinte.
Com isso, o magistrado deferiu o pedido e remarcou o julgamento para às 9h do dia 30 de setembro, no Fórum da Comarca de Itainópolis. O sorteio dos jurados foi agendado para o dia 10 de setembro.
O crime
Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 16 de dezembro de 2015, quando homens armados foram até a residência de Luisa Ferreira de Carvalho Costa, na zona rural de Isaías Coelho, para executar um plano criminoso. Segundo a acusação, Eliano teria encomendado a morte da ex-sogra, oferecendo R$ 4 mil para a execução do crime.
Ainda conforme a denúncia, Olívio de Sá teria intermediado a contratação do pistoleiro Edinaldo dos Santos, conhecido como “Pirata”, que, acompanhado de Edmar Lopes, foi até a residência da vítima.
Ao chegarem ao local, os suspeitos chamaram por Luisa e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Os tiros atingiram tanto a mulher quanto seu filho, Antônio Costa da Silva, que morreu em decorrência dos ferimentos. Luisa sobreviveu ao atentado.
O processo
Os quatro acusados foram pronunciados pela Justiça em maio de 2019. As defesas recorreram da decisão, alegando, entre outros pontos, ausência de indícios suficientes de autoria, nulidades processuais e solicitado de exclusão de qualificadoras. No entanto, a sentença de pronúncia foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Piauí, e o processo seguiu para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Antes da marcação da sessão, a defesa de Eliano também havia solicitado o desmembramento do julgamento e ampliação do tempo destinado aos debates em plenário.
Os pedidos foram negados pelo magistrado, que entendeu não haver prejuízo à ampla defesa nem circunstâncias excepcionais que justificassem a separação dos réus ou alteração das regras previstas no Código de Processo Penal.
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