Política

Júlio César aponta FPM, saúde e segurança como prioridades no Senado

O candidato ao Senado pelo PSD, Júlio César, dentro da aliança governista no Piauí, apontou o aumento dos repasses a municípios, a saúde e a segurança pública como prioridades para um eventual mandato. Em entrevista à TV Cidade Verde, o candidato também tratou do estímulo à agricultura, ao turismo e ao setor mineral no estado.

Ao falar sobre sua trajetória, Júlio César citou a experiência como prefeito e a atuação à frente da Federação da Agricultura e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no Piauí.

“Sou municipalista, fui prefeito e sei as necessidades que os municípios têm de aumentar a sua principal receita, que é o Fundo de Participação dos Municípios, que é a principal fonte de financiamento, principalmente daqueles municípios menores que temos aqui no Piauí e onde não tem base econômica, que é a maioria esmagadora das cidades, dos municípios”, afirmou Júlio César.

Segundo o candidato, o Piauí deve receber mais de R$ 800 milhões neste ano somando os três reajustes do FPM já concedidos. “Só este ano, vêm mais de 800 milhões. Aqueles três aumentos, o de dezembro, o de setembro e o de julho, mais de 800 milhões. Só Teresina, mais de 150, aí a 160, 170, de acordo com a arrecadação do governo”, disse.

Júlio César também detalhou ações do Senar no estado. “Eu presido a Federação da Agricultura, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, que é o SENAR, e nós temos várias ações. Primeiro, assistência técnica. Nós já estamos presentes em 2011 municípios e o técnico é monitorado via satélite. Ou ele vai à propriedade ou ele não vai ganhar aquilo que está no seu contrato, que é para dar assistência técnica a 30 propriedades, vai receber proporcional”, explicou.

Segundo ele, a entidade também já capacitou milhares de piauienses. “Nós temos vários cursos de qualificação, cursos de pequena duração, que só no ano passado nós fizemos esse curso para 42 mil pessoas. Nós temos lá um programa Saúde do Homem e da Mulher. Já estamos presentes em 80 municípios. Isso tem sido uma revolução”, declarou Júlio César.

Saúde

Questionado sobre o financiamento da saúde pelos municípios e pelo governo do estado, o candidato defendeu o aumento do percentual mínimo aplicado no setor.

“Nós vamos trabalhar ainda mais para que aquele percentual que cada ente tem de aplicar na saúde seja aumentado, porque o maior problema do povo brasileiro é saúde. A educação já foi muito problema, hoje é menos, porque as transferências e aquele percentual que cada prefeito pode e deve investir é significativo. Então, nós vamos trabalhar, dar uma prioridade à saúde”, afirmou.

Ele relacionou o investimento em saúde aos ganhos já obtidos com o FPM. “A gente, como deputado, nós já tiramos muitos recursos do governo. Esses três aumentos vão para os municípios brasileiros, mais de 30 bilhões. Esse dinheiro nós tiramos do caixa do Tesouro”, disse Júlio César.

Segurança pública

Sobre a proposta de emenda constitucional da segurança pública em discussão no Senado, o candidato defendeu a criação de um fundo nacional para financiar as forças de segurança dos estados.

“É isso aí, é criando um fundo. É um fundo para a segurança pública. Este fundo é para financiar todos os estados brasileiros. Então, nós vamos trabalhar e trabalhar com muita determinação para que este projeto seja aprovado logo no primeiro momento da reabertura dos trabalhos do Senado, para que seja executado em favor do povo brasileiro, do povo do Piauí, e financiando a segurança pública de cada unidade federal”, declarou.

Agricultura, turismo e mineração

Ao ser questionado sobre a prioridade número um para o Piauí em caso de eleição, Júlio César voltou a citar a saúde e, na sequência, apontou a produção como eixo central de sua atuação.

“Já falei que a maior prioridade é saúde. Agora, na produção, é fomentar a agricultura, que o Piauí cresce muito; fomentar o turismo; e o aproveitamento das grandes reservas minerais, principalmente do minério de ferro, do minério de ferro aqui de Piripiri, do minério de ferro lá da região de Paulistana, que depende da Transnordestina”, afirmou.

Sobre o prazo para a conclusão da ferrovia, disse: “Pelo que o presidente Lula tá sinalizando, deverá ser concluído no ano, no máximo dois anos. E isto viabiliza esta atividade tão importante do setor mineral.”

cidadeverde

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