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Janja e ministra fazem apelo para aprovar lei que criminaliza a misoginia

A primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, fizeram um apelo nesta quinta-feira (30), para que os parlamentares aprovem a lei que criminaliza a misoginia, que é o ódio, desprezo ou a aversão contra as mulheres.

A solenidade marcou a apresentação do Pacto Brasil contra o Feminicídio, em Teresina, com a presença de representantes dos três poderes, das instituições públicas e a rede de apoio as mulheres.

“É importante a aprovação da lei que criminaliza a misoginia, seja no mundo real ou digital. Eu faço aqui um apelo que assim que o Congresso Nacional volte ao trabalho que esse projeto seja pautado. Precisamos ir a voto para saber quem realmente defende a vida das mulheres e que Brasil a gente quer para o futuro”, disse Janja.

A primeira-dama condenou os movimentos de ódio as mulheres na internet como o red pill que contribuem para aumentar a violência de gênero.
“A gente ter cerca de 160 canais na internet, nas redes sociais, que disseminam o ódio contra as mulheres é um absurdo”, disse.

Janja lembrou que o presidente Lula sancionou um decreto de proteção as mulheres no ambiente digital, que é um instrumento fundamental para combate esse discurso de ódio na internet.

“A gente sabe que o feminicídio é o último instrumento de violência contra a mulher e tem começado, principalmente nas redes sociais e que tem cooptado a juventude do Brasil. A gente vê um menino de 12 anos participar de um estupro coletivo não é normal e ele tem sido motivado pelo discurso de ódio na internet.

A ministra Márcia Lopes pediu apoio dos deputados e senadores do Piauí para aprovação da lei.

“Senadores Marcelo Castro e Jussara Lima fizeram a tarefa deles porque votaram unanimemente no Senado o projeto de lei que criminaliza a misoginia. E nós precisamos, não tem jeito, se a gente não fizer isso, todo o esforço dos nossos materiais, do mundo digital e que o presidente (Lula) teve a coragem de assinar um decreto que põe o pé na porta das plataformas da machosfera red pill, que é insuportável. As mulheres terem que aguentar o que elas aguentam na rede digital, não podemos permitir isso”, disse a ministra.

cidadeverde

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