Influenciadora é morta 5 dias após deixar prisão no Pará

A influenciadora digital Evelyn Lima Dantas foi morta a tiros na madrugada desta quarta-feira (16), em Mãe do Rio, no nordeste do Pará.
Segundo informações iniciais, ela havia deixado a prisão cinco dias antes, após obter liberdade provisória em um processo que apura seu suposto envolvimento na morte do sargento da reserva Antônio Anildo Alves.
A polícia investiga se os dois crimes estão relacionados. Uma das linhas de apuração considera que Evelyn poderia ter sido alvo por causa de informações prestadas durante a investigação da morte do militar.
De acordo com o pai da vítima, dois homens invadiram a residência durante a madrugada. Ainda segundo o relato, os criminosos renderam os moradores, levaram Evelyn para a parte da frente da casa e atiraram contra ela. Na sequência, os suspeitos fugiram do local.
Câmeras de segurança registraram a chegada do carro usado pelos criminosos. As imagens foram entregues à polícia e poderão ajudar na identificação dos envolvidos.
Antes da fuga, os autores teriam pichado na parede a sigla “TCP”, associada ao Terceiro Comando Puro, facção criminosa do Rio de Janeiro. A polícia ainda não confirmou se a organização tem relação com o assassinato.
Vítima era investigada pela morte de sargento
Evelyn havia sido presa preventivamente sob suspeita de participação na morte do sargento da reserva Antônio Anildo Alves.
O militar foi assassinado em julho, também em Mãe do Rio. A influenciadora era investigada ao lado de outras pessoas e, segundo a polícia, teria fornecido informações consideradas relevantes para o esclarecimento do crime.
A Justiça concedeu liberdade provisória a Evelyn poucos dias antes do homicídio.
Polícia busca suspeitos
Até o momento, ninguém foi identificado ou preso pelo assassinato da influenciadora. A Polícia Civil deve analisar as imagens das câmeras de segurança, ouvir testemunhas e verificar a possível relação entre a morte de Evelyn e a investigação sobre o sargento.
Os investigadores também deverão apurar a origem da pichação e se ela foi usada para indicar uma possível motivação ou apenas para confundir as autoridades.
O caso é tratado como homicídio, e a investigação continua.
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