Fala Candidato: Rafael Fonteles destaca ‘Pacto pela Economia’ para 2º mandato

Em entrevista ao quadro “Fala Candidato” da TV Cidade Verde nesta terça-feira (11), o governador Rafael Fonteles (PT) destacou o desafio de conciliar a campanha eleitoral em busca da reeleição com as obrigações administrativas da gestão estadual. “O objetivo é fazer uma prestação de contas transparente das ações dos últimos quatro anos e apresentar nossa visão de futuro para os desafios que ainda temos”, destacou.
Neste sentido, o gestor citou que uma das principais ações em um eventual segundo mandato será o “Pacto pela Economia”. “É um dos carros-chefes do nosso programa de governo registrado na Justiça Eleitoral, que contém oito eixos claros, 53 programas centrais e mais de 200 metas específicas. Esse plano foi construído após ouvirmos mais de 10 mil pessoas em seminários e na plataforma colaborativa”, explicou Fonteles.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Neste sentido, enfatizou que uma das estratégias durante a campanha será a ênfase no desempenho econômico alcançado pelo estado nos últimos quatro anos. “Queremos discutir de maneira mais profunda a questão da renda das famílias. O Piauí já superou a renda média de estados tradicionalmente vistos como mais potentes economicamente, como Ceará e Bahia. Queremos agora superar a renda média nacional”, pontuou.
Alinhamento a Lula
Rafael Fonteles também reforçou que deve manter a mesma estratégia que lhe deu a vitória eleitoral em 2022, de alinhamento político e administrativo com o presidente Lula (PT). “É o meu maior aliado e o maior aliado do povo do Piauí. Isso representa muito para a nossa caminhada, e vamos continuar enfatizando esse vínculo, pois ele foi o presidente que mais olhou para o Nordeste e para quem mais precisa”, declarou.
Saneamento básico
O governador também rebateu críticas da oposição sobre o serviço de saneamento básico no estado. Em sua avaliação, a concessão representa uma modernização e uma adequação ao marco legal, diante da inviabilidade da Agespisa. “O modelo antigo era insuficiente. Agora teremos um volume de investimentos cinco vezes maior por ano, garantindo a universalização da água até 2030 e, na sequência, do esgotamento sanitário”, pontuou.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Durante a entrevista, Fonteles voltou a classificar como “fake news” as informações divulgadas nas redes sociais acerca de uma suposta cobrança de taxas pelo uso de poços artesianos em municípios do interior. “Isso nunca foi cobrado e nunca será. O hidrômetro colocado em alguns poços serve apenas para fins de licenciamento ambiental, não para cobrança”, esclareceu.
Gestão da saúde
Na área da saúde, o governador defendeu a participação das Organizações Sociais (OS) na gestão de hospitais da rede estadual, que também é alvo de questionamentos da oposição. “Tenho orgulho do modelo implementado nos hospitais públicos focados no atendimento pelo SUS. As críticas geralmente vêm de quem não utiliza o sistema. Quem usa percebe a melhoria no atendimento, na resolutividade e na diminuição do tempo de espera”, disse.
Política tributária
Ao ser questionado sobre a possibilidade de redução tributária, Fonteles argumentou que a alíquota de 22,5% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é apenas um percentual “genérico” que não se aplica a todos os produtos. Ao lembrar que a Reforma Tributária prevê a extinção gradual desse imposto estadual até 2032, o governador mencionou uma série de isenções implementadas nos últimos anos (evitou-se a repetição do verbo “lembrar”).
“O Piauí é um dos poucos estados do Brasil com ICMS zero para praticamente todos os produtos da cesta básica, que é o item mais importante para a população (ou “o que é mais importante”). Destaco também a nossa decisão corajosa de zerar o IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas e para veículos de propriedade de pessoas com deficiência ou neurodivergentes. Essas foram medidas importantes de redução da carga tributária no estado”, enfatizou.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Operações de crédito
Em relação aos empréstimos realizados pelo Governo do Piauí, que também são criticados (concordância com “empréstimos”) por oposicionistas, Fonteles afirmou que eles foram fundamentais para acelerar os investimentos a curto prazo (ou “em curto prazo”). “Para ter a melhor malha rodoviária, a melhor educação do Norte e do Nordeste com escolas de tempo integral, o menor tempo de espera em hospitais cada vez melhores e uma polícia bem equipada”, defendeu.
“Tudo isso é feito com financiamentos aos quais só temos direito porque fizemos o dever de casa. Poucos estados têm autorização do Tesouro Nacional, do Senado Federal ou de instituições financeiras para contar com um volume tão grande de recursos para investimentos. Há três anos o Piauí é o campeão brasileiro em investimentos, que se traduzem em estradas, hospitais, escolas e equipamentos viabilizados por meio desse crédito”, completou.
Porto de Luís Correia
Por fim, Fonteles avaliou positivamente o início das operações de exportação no Porto de Luís Correia, com o envio de uma carga de minério de ferro extraída em Piripiri. “O porto é um elemento logístico fundamental para qualquer estado com litoral. O Piauí era o único com litoral que não possuía um terminal marítimo, e isso foi superado de maneira revolucionária para o Brasil”, disse.
“Trata-se da primeira operação de transbordo da história do país. Essa operação reduz custos tanto de investimento quanto operacionais. Navios com mais de 120 mil toneladas não atracam em portos nordestinos, exceto o da Vale no Maranhão. Com um navio maior, o frete oceânico por tonelada diminui, e a proximidade da carga piauiense gera mais eficiência no transporte rodoviário e marítimo”, concluiu.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

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