Deputados defendem fim da escala 6×1 e associam medida ao fortalecimento de Lula

Deputados federais do Piauí comentaram a aprovação, na Câmara dos Deputados, da proposta que reduz a jornada semanal de trabalho e acaba com a escala 6×1. Parlamentares da base governista afirmaram que a medida representa um avanço para os trabalhadores e defenderam que a mudança não deve causar prejuízos permanentes à economia.
O deputado Castro Neto, do MDB, afirmou que não houve polêmica em torno da votação e disse que a proposta acompanha mudanças já implementadas em outros países. Segundo ele, a redução da jornada garante mais tempo de convivência familiar e lazer aos trabalhadores.
“É um direito que a gente tem que olhar para as pessoas, principalmente as que recebem menos. Então, tem um tempo a mais que vai ter com a família”, afirmou o parlamentar, ao defender que o mercado deve se adaptar às mudanças.
O deputado Francisco Costa destacou que cerca de 31 milhões de trabalhadores serão beneficiados pela nova escala 5×2. O petista avaliou que a proposta representa um avanço nas relações de trabalho e pode impactar positivamente a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Essa mudança é importante, vai beneficiar mais tempo para cuidar da família, de lazer, descanso necessário”, declarou o deputado.
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Para o deputado Florentino Neto, a aprovação da proposta é resultado de uma discussão histórica sobre a redução da carga horária semanal. O parlamentar afirmou que o governo federal acompanha os possíveis impactos econômicos da medida e defendeu apoio aos setores mais fragilizados.
“A pessoa não vive só para trabalhar. A pessoa tem que ter vida, tem que cuidar de si e dos seus”, afirmou.
Já o deputado Merlong Solano disse que a redução da jornada faz parte de uma atualização das relações de trabalho e avaliou que os ganhos sociais e econômicos compensarão os custos iniciais para as empresas.
“A redução dos acidentes de trabalho, a redução do adoecimento físico e mental. Trabalhar com mais satisfação ajuda a aumentar a produtividade”, declarou.
Durante as entrevistas, os parlamentares também comentaram a reação de setores da oposição à proposta. Merlong Solano criticou sugestões apresentadas por parlamentares da direita durante a tramitação do texto e afirmou que mudanças mais radicais poderiam causar dificuldades de adaptação para o setor produtivo.
A proposta aprovada pela Câmara prevê redução gradual da jornada semanal para 40 horas e agora segue para análise do Senado Federal.
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