Delcy Rodríguez toma posse como presidente interina da Venezuela após prisão de Maduro

Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, tomou posse nesta segunda-feira (5) como presidente interina do país. A cerimônia ocorreu na Assembleia Nacional da Venezuela. Rodríguez assumiu o cargo após a ação militar realizada em território venezuelano que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Durante o juramento, a nova presidente interina afirmou que assume o posto “com dor pelo sofrimento imposto ao povo venezuelano”, atribuindo a situação a uma “agressão militar ilegítima” contra o país.
“Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos da América: o presidente Nicolás Maduro e a combatente principal, primeira-dama deste país, Cilia Flores.Venho com dor, mas devo dizer que venho também com honra para jurar em nome de todos os venezuelanos e de todas as venezuelanas. Venho jurar por nosso pai libertador, Simón Bolívar, guia e farol histórico do porvir da Venezuela, cujo sangue libertador corre nas veias dos venezuelanos e das venezuelanas”, afirmou em juramento.
Ao longo da fala, a dirigente citou referências históricas e políticas do chavismo e prometeu trabalhar para garantir a paz interna, a estabilidade política e a tranquilidade econômica e social do país, afirmando que não descansará “um minuto” para conduzir a Venezuela como uma nação “livre, soberana e independente”.
Prisão de Maduro
O ditador Nicolás Maduro foi preso no sábado (3) e transferido para o Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), no Brooklyn, em Nova York. A unidade é conhecida por abrigar detentos de alta periculosidade e por regras rígidas de segurança, além de ser alvo frequente de denúncias sobre condições precárias.
Além de Maduro, outras cinco pessoas foram indiciadas na mesma ação, entre elas sua esposa, Cilia Flores, seu filho Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, e três integrantes do governo venezuelano destituído.
Em audiência na Justiça dos Estados Unidos, realizada nesta segunda-feira (5), Maduro declarou-se inocente e afirmou ter sido “sequestrado” pelo governo norte-americano. Questionado pelo juiz se tinha conhecimento do caso, respondeu negativamente. Ao ser indagado se desejava que as acusações fossem lidas em plenário, afirmou que preferia ler pessoalmente o conteúdo do processo.
Segundo as autoridades norte-americanas, os crimes atribuídos a Maduro incluem conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para o uso dessas armas contra os Estados Unidos.
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