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Cinco deputados da Alerj foram alvo de operações em 10 meses

A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra o deputado estadual Rafael Nobre (União), que culminou em um mandado de busca e apreensão contra o parlamentar nesta quinta-feira (16), ampliou uma sequência de operações que atingiram políticos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Nos últimos dez meses, cinco deputados estaduais foram alvos de mandados de prisão ou de busca e apreensão em investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público. As apurações envolvem suspeitas que vão de organização criminosa e fraude em licitações até supostas ligações com facções criminosas e vazamento de informações sigilosas.

Relembre os casos:

Rafael Nobre

O deputado estadual Rafael Nobre (União-RJ) | Reprodução/Alerj
O deputado estadual Rafael Nobre (União-RJ) | Reprodução/Alerj

O caso mais recente envolve o deputado Rafael Nobre (União), denunciado pelo MPRJ por organização criminosa e fraude em licitações.

Nesta quinta-feira (16), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete do parlamentar na Alerj, em sua residência e em outros endereços ligados aos outros nove investigados. Segundo o Ministério Público, o grupo é suspeito de direcionar contratos públicos e desviar recursos por meio de empresas controladas de forma oculta.

Na casa de Rafael Nobre foram apreendidos R$ 21 mil em dinheiro. A defesa afirma que as medidas têm caráter exclusivamente investigatório e sustenta que o deputado não tem relação com os crimes investigados.

Val Ceasa

Deputado estadual Val Ceasa (PRD) | Divulgação/Alerj
Deputado estadual Val Ceasa (PRD) | Divulgação/Alerj

Em junho deste ano, o deputado Val Ceasa (PRD) foi alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação do MPRJ que investiga a relação de agentes públicos com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).

As investigações apontam que parlamentares teriam tentado obter informações sobre uma operação policial sigilosa destinada à demolição de imóveis utilizados pela facção no Complexo de Israel.

Durante as buscas, foram encontrados R$ 341 mil em espécie na residência do parlamentar.

Thiago Rangel

Thiago Rangel (Avante) | Divulgação/Alerj
Thiago Rangel (Avante) | Divulgação/Alerj

Em maio, a Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.

Segundo a investigação, o parlamentar é suspeito de participar de um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), envolvendo direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro.

A defesa nega irregularidades e afirma que o deputado prestará todos os esclarecimentos à Justiça.

Rodrigo Bacellar

Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ) | Divulgação/Alerj
Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ) | Divulgação/Alerj

ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União) também foi alvo da Operação Unha e Carne.

As investigações apontam que ele teria vazado informações sigilosas sobre a Operação Zargun, que prendeu o então deputado TH Joias, permitindo que o aliado destruísse provas e tomasse medidas para dificultar a ação policial.

Bacellar foi preso inicialmente em dezembro de 2025 e voltou à prisão em março deste ano por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua defesa afirma que a medida é indevida e busca reverter a decisão.

TH Joias

TH Joias | Divulgação/Alerj
TH Joias | Divulgação/Alerj

Em setembro de 2025, o deputado estadual TH Joias (MDB) foi preso durante a Operação Zargun.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e da Polícia Civil, o parlamentar utilizava o mandato para favorecer o Comando Vermelho (CV), intermediando negociações de armas, drogas e equipamentos, além de indicar pessoas ligadas à facção para cargos públicos.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens avaliados em R$ 40 milhões. TH Joias responde por associação para o tráfico e comércio ilegal de armas de uso restrito e permanece preso.

Márcio Canella também foi alvo da Operação Unha e Carne

Embora já não ocupasse uma cadeira na Alerj, o prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União) também entrou na mira da Operação Unha e Carne.

No último dia 7 de julho, durante a sexta fase da investigação, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão e acabou preso em flagrante após policiais encontrarem um fuzil de calibre restrito em seu veículo.

A Polícia Federal investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis, policiais civis e agentes públicos. Canella havia deixado a Alerj em 2024 para disputar a Prefeitura de Belford Roxo, eleição da qual saiu vencedor.

sbtnews

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