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Carter Center defende respeito ao resultado da eleição

A missão de especialistas eleitorais do Carter Center elogiou a organização do 2º turno das eleições presidenciais brasileiras, realizado no último domingo (25), mas apontou controvérsias jurídicas e decisões contraditórias entre tribunais. Em relatório preliminar divulgado nessa terça-feira (27), a organização destacou a atuação da Justiça Eleitoral e a rapidez na apuração dos votos.

Observadores internacionais da Carter acompanharam as eleições no Distrito Federal a convite do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão analisou as regras das eleições, o funcionamento das urnas eletrônicas e as ações para orientar os eleitores.

Segundo o documento, os votos de mais de 499 mil seções eleitorais foram apurados rapidamente, com os resultados anunciados poucas horas após o encerramento da votação. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).

“O Carter Center, juntamente com observadores nacionais e observadores internacionais independentes, testemunhou a conclusão bem-sucedida da eleição presidencial de 2026 e o contínuo compromisso do Brasil com a democracia”, afirmou Jennie Lincoln, chefe da missão.

A especialista também defendeu o respeito ao resultado das urnas. “Respeitar a vontade dos eleitores é fundamental para a democracia. Candidatos e seus apoiadores devem respeitar os resultados anunciados. Quaisquer alegações fundamentadas em evidências devem ser encaminhadas pelas vias legais estabelecidas”, declarou.

Entre os pontos de atenção, o Carter Center citou a prorrogação do horário de votação por duas horas, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia da eleição. A medida, que levou o TSE a orientar os tribunais regionais, foi classificada pela missão como controversa.

O relatório também apontou um alto nível de judicialização e decisões inconsistentes ou contraditórias do TSE, do STF e de outras instâncias. A missão mencionou ainda alegações de interferência e viés algorítmico nas plataformas da Meta, cujas investigações, segundo o documento, seguem pendentes.

“A decisão de última hora de alterar o horário de votação criou um ambiente operacional desafiador”, diz o texto.

Apesar dos desafios, os especialistas destacaram que o sistema eletrônico de votação divulgou os resultados tempestivamente e que o TSE ampliou ações de combate à desinformação e de orientação aos eleitores.

sbtnews

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