Ao justificar o posicionamento, o parlamentar relacionou a proposta à ampliação do tempo disponível para atividades pessoais e familiares.
“Olha, eu fui eleito deputado federal dizendo que sempre votaria em defesa do trabalhador, do aposentado, da saúde das pessoas, então agora eu tenho uma obrigação, votar a favor do fim da escala 6×1, porque o fim da escala 6×1 permite que as pessoas possam ter mais tempo para estudar, para cuidar da sua família, para cuidar do seu país. Seus filhos, para poder se profissionalizar mais, para ter um momento de lazer e é saúde para essas pessoas”, afirmou.
O deputado também associou a proposta à política pública de saúde, destacando a importância da prevenção. “Nós estamos aqui no Ministério da Saúde trabalhando com aumento das unidades básicas de saúde, trabalhando com garantia de centro de apoio psicossocial para as pessoas. Mas é importante que a nossa preocupação com a saúde das pessoas valem, não só na questão da saúde do ponto de vista dos procedimentos curativos, mas que a gente possa também trabalhar com a prevenção, e a prevenção se dá com a pessoa tendo tempo para si próprio, para se qualificar, para seu lazer e para sua família”, disse.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 ocorre no contexto da tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A análise na comissão se concentra na admissibilidade da proposta, ou seja, se o texto atende aos requisitos constitucionais para seguir em tramitação. Caso avance, a PEC ainda precisa passar por uma comissão especial e, posteriormente, ser votada em dois turnos no plenário da Câmara e do Senado.
A proposta prevê alterações na jornada de trabalho, com impacto direto na organização das escalas, ao limitar a quantidade de dias consecutivos trabalhados e ampliar o período de descanso. Se aprovada, a medida pode modificar regras previstas na legislação trabalhista, com efeitos sobre a rotina de trabalhadores e setores que utilizam esse tipo de escala.