Aliado de Donald Trump critica Moraes e Lula após inquérito contra Flávio Bolsonaro: “como isso é normal?”

O ex-conselheiro e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, voltou a criticar autoridades brasileiras após a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o senador Flávio Bolsonaro.
A investigação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e tem como base uma representação da Polícia Federal (PF), que apontou uma publicação do parlamentar nas redes sociais como possível crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
How is this ok???
Lula and his @STF_oficial buddy @Alexandre de Moraes are trying to run the “Joe Biden” judicial weaponization playbook against @FlavioBolsonaro! ???? https://t.co/8OkcL68VQn
— Jason Miller (@JasonMiller) April 16, 2026
Em postagem na rede social X, Miller questionou a medida e comparou o caso ao que classificou como uso político do sistema judicial nos Estados Unidos durante o governo Joe Biden. “Como isso é normal? Lula e seu parceiro do STF Alexandre de Moraes estão tentando usar o manual de instrumentalização judicial de Joe Biden contra Flávio Bolsonaro”, escreveu.
A crítica faz referência a um relatório do Congresso norte-americano divulgado em dezembro de 2024, que apontou supostos episódios de uso do aparato estatal contra opositores durante a gestão Biden.
Entenda o inquérito
O procedimento no STF foi instaurado após uma publicação de Flávio Bolsonaro em que o senador afirma que Lula “será delatado” e faz associações do presidente com crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras.
Segundo decisão de Moraes, a postagem foi feita em ambiente público e teria imputado fatos criminosos ao chefe do Executivo, o que justificaria a abertura da investigação. A Procuradoria-Geral da República e o Ministério da Justiça também se manifestaram a favor da apuração.
A Polícia Federal terá prazo de 60 dias para apresentar conclusão sobre o caso.
Reações e críticas
Flávio Bolsonaro reagiu classificando o inquérito como “juridicamente frágil” e afirmou que a medida representa uma tentativa de limitar a liberdade de expressão e o exercício do mandato parlamentar.
A decisão também foi questionada pela Associação Lexum, entidade formada por juristas, que apontou possíveis falhas na caracterização do crime de calúnia e levantou dúvidas sobre a aplicação da imunidade parlamentar prevista na Constituição.
Histórico de críticas internacionais
Jason Miller tem sido uma voz recorrente de críticas ao STF e ao governo brasileiro no cenário internacional. Aliado próximo de Trump, ele frequentemente se manifesta em defesa da família Bolsonaro e questiona decisões do ministro Alexandre de Moraes.
Nos últimos meses, o estrategista norte-americano intensificou declarações nas redes sociais contra autoridades brasileiras, reforçando o tom político e ampliando a repercussão internacional de decisões do Judiciário no país.
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