Saúde

Febre amarela: São Paulo registra dois casos e primeira morte em 2026

O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou, nesta quinta-feira (16), ûma morte e outros dois casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba em 2026. A vítima fatal foi um homem de 38 anos, morador de Cunha, município que fica a cerca de 220 km da capital paulista.

Os outros dois casos foram registrados em Cruzeiro, no interior do Estado, envolvendo uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos. Ambos se recuperaram.

Segundo o órgão, são as primeiras ocorrências da doença em São Paulo neste ano, e nenhum dos pacientes tinha histórico de vacinação.

A pasta informou que mantém o monitoramento do cenário epidemiológico e reforçou a recomendação a vacina como principal forma de prevenção.

O que é a febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas formas graves, segundo o Ministério da Saúde.

A doença é causada por um vírus transmitido por mosquitos e possui dois ciclos de transmissão: urbano e silvestre. No ciclo urbano, a transmissão ocorre por meio do Aedes aegypti infectado, que também pode transmitir dengue, chikungunya e zika.

No ciclo silvestre, os principais transmissores são mosquitos com hábitos predominantemente silvestres, dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Os sintomas iniciais da doença incluem:

  • febre súbita
  • dores no corpo
  • calafrios
  • náuseas e vômitos
  • dor de cabeça intensa
  • cansaço
  • dor nas costas
  • fraqueza

Nos casos mais graves, podem ocorrer:

  • febre alta
  • hemorragia
  • pele e olhos amarelados (icterícia)
  • choque e falência de órgãos

Quem deve se vacinar

A vacina é o principal meio de prevenção contra a febre amarela. O imunizante é gratuito e está disponível na rede pública. Desde 2019, a imunização é indicada para toda a população do estado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

Para quem vai viajar para áreas de risco, a orientação é se vacinar com pelo menos 10 dias de antecedência.

  • Crianças: uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos;
  • Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem tomar uma dose de reforço;
  • Pessoas de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinadas devem receber uma dose única;
  • Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, devem verificar a necessidade de atualização da caderneta.

sbtnews

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