Donald Trump volta a atacar papa Leão XIV por posição sobre guerra no Irã

Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as críticas ao papa Leão XIV após o posicionamento do pontífice contrário ao conflito no Oriente Médio. Na madrugada desta quarta-feira (15), Trump voltou a atacar o líder da Igreja Católica por meio das redes sociais.
Em uma publicação, o presidente afirmou que o Irã teria matado “pelo menos 42 mil manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses” e reforçou que considera “absolutamente inaceitável” a possibilidade de o país possuir uma arma nuclear.
As declarações se somam a críticas feitas no último fim de semana, quando Trump afirmou não ser “fã do papa Leão” e classificou o pontífice como “fraco”, dizendo ainda que ele “não estaria fazendo um bom trabalho”.
Troca de declarações
Em resposta, o papa Leão XIV afirmou que não teme o presidente norte-americano e que continuará se posicionando contra a guerra.
“Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer”, declarou.
A tensão aumentou após Trump compartilhar, nas redes sociais, uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece como Jesus Cristo, curando um doente. A publicação foi posteriormente apagada. Questionado, o presidente afirmou que a imagem foi mal interpretada e disse que a intenção era representá-lo como médico, não como figura religiosa.
Trump também declarou que não pretende pedir desculpas ao pontífice. “Ele é muito contra o que estou fazendo em relação ao Irã, e não se pode ter um Irã nuclear. O papa Leão XIV não ficaria feliz com o resultado final. Acho que ele é muito fraco em relação ao crime e outras coisas, então não vou me desculpar”, afirmou.
“Ele é muito contra o que estou fazendo em relação ao Irã, e não se pode ter um Irã nuclear. O papa Leão XIV não ficaria feliz com o resultado final. Acho que ele é muito fraco em relação ao crime e outras coisas, então não vou me desculpar”, afirmou.
Alerta do Vaticano
Na terça-feira (14/4), o Vaticano divulgou uma carta em que o papa alerta para riscos às democracias contemporâneas. No documento, o pontífice menciona a possibilidade de sistemas democráticos evoluírem para uma “tirania majoritária” quando não sustentados por valores morais e uma visão ética da pessoa humana.
Sem citar países ou governos específicos, Leão XIV afirmou que a democracia “só se mantém saudável quando está enraizada na lei moral”.
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