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Aos 91 anos, aposentado aprende a ler e escrever com programa no Piauí

Voltado para voltada para a alfabetização de jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à leitura e à escrita na idade adequada, o Programa Alfabetiza Piauí alcançou a marca de 100 mil matrículas.

A conquista ganha significado nas histórias de estudantes como José Manoel da Silva, de Bocaina, e Deusaline Castro, de Nazária. Após uma vida marcada pelo trabalho e pela falta de oportunidades para estudar, os dois encontraram no programa a oportunidade de realizar um desejo antigo: aprender a ler e escrever.

Aos 91 anos, José Manoel encontra a oportunidade de estudar

Na localidade Malhada, zona rural de Bocaina, José Manoel ingressou no Alfabetiza Piauí e, aos 91 anos, passou a viver uma rotina que não pôde experimentar na infância. Natural de Fronteiras, o aposentado trabalhou por 30 anos como vaqueiro e buscou na roça o sustento da família. Hoje, mesmo com dificuldades de visão e audição, participa das atividades e celebra cada avanço na aprendizagem.

“Queria ter tido essa chance antes, mas agora estou feliz porque estou aprendendo”, conta.

A dedicação de José Manoel evidencia a importância de levar a alfabetização às comunidades rurais e acolher estudantes de diferentes idades, respeitando suas necessidades e histórias de vida. Para ele, frequentar a escola tornou-se uma oportunidade de aprender e compartilhar descobertas com professores e colegas.

De volta à escola, Deusaline aprende a escrever o próprio nome

Em Nazária, a aposentada Deusaline Castro também retomou um caminho interrompido pela necessidade de trabalhar. Aos 76 anos, voltou à sala de aula depois de ter deixado os estudos, ainda jovem, para ajudar os pais numa olaria.

Com o apoio do Alfabetiza Piauí, o desejo de aprender começou a se transformar em conquistas concretas. Entre elas, a satisfação de conseguir escrever o próprio nome. “Estou aprendendo aos poucos e estou conseguindo escrever o meu nome”, relata.

Foto: Ascom/Seduc

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Além da aprendizagem, Deusaline encontrou na escola um espaço de convivência e acolhimento. A relação com o professor e os colegas passou a fazer parte da alegria de voltar aos estudos.

As trajetórias de José Manoel e Deusaline mostram como o acesso à educação pode abrir possibilidades em qualquer fase da vida. São histórias que ajudam a compreender a relevância social das 100 mil matrículas e o papel do programa no enfrentamento de uma exclusão educacional que atravessa gerações.

Incentivo para aprender e continuar os estudos

O Alfabetiza Piauí oferece acompanhamento pedagógico e apoio à permanência dos estudantes. Os participantes contam com bolsa de estudos no valor total de R$ 800, dividida em quatro parcelas, além de alimentação e transporte gratuitos. As aulas são ofertadas preferencialmente no período noturno, em escolas da rede estadual e polos municipais, facilitando a participação de quem trabalha durante o dia.

Após a conclusão da alfabetização, os estudantes são incentivados a continuar sua formação por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com possibilidades de avançar também para cursos técnicos e ampliar suas oportunidades.

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