Campanha de Lula quer usar mais Alckmin no 2º turno

Entre os pontos levantados na reunião que avaliou os erros e mudanças de estratégia da campanha à reeleição do presidente Lula, um dos que foi debatido foi um “melhor uso do capital político” do vice Geraldo Alckmin.
Um aliado, sob reserva, criticou o fato de a primeira-dama Janja ter aparecido mais do que Alckmin no horário eleitoral.
Outro integrante da campanha afirmou que Alckmin precisa entrar mais na campanha justamente por ter um perfil mais de centro, com potencial de atrair eleitores com resistência ao PT.
Alckmin deve, inclusive, estar em Aparecida (SP), no próximo dia 12 de outubro e reafirmar as críticas à campanha de Flávio Bolsonaro, que, segundo fontes da campanha petista, representaria uma ameaça ao dia da padroeira do Brasil.
Aceno econômico
Outro ponto levantado ontem, além de realizar ajustes na comunicação, é buscar melhorar a interlocução com o mercado financeiro e garantir que um governo “Lula 4” teria responsabilidade fiscal.
Após o resultado do primeiro turno, o mercado reagiu positivamente ao desempenho de Flávio e o dólar caiu para menos de R$ 5.
De acordo com reportagem da Reuters, o nome de Alckmin também passou a circular como um possível ministro da Fazenda caso Lula conquiste o quarto mandato.
A coluna confirmou com uma fonte próxima ao vice que essa possibilidade está no horizonte, mas afirmou que a definição ainda dependeria de acertos entre Lula e seu vice.
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixou a pasta para concorrer ao governo de São Paulo e foi derrotado por Tarcísio de Freitas, já teria dito a Lula que não teria interesse em voltar ao posto.
Aliados acreditam que, caso Lula conquiste um novo mandato, Haddad – que ainda figura como um possível sucessor de Lula – poderia ocupar a Casa Civil.
SBT News




