Conselheiro tutelar é afastado após prisão por suspeita de corrupção eleitoral em Paulistana

O Ministério Público Eleitoral obteve, neste domingo (4), decisão que determinou o afastamento temporário de um conselheiro tutelar de Paulistana, município a cerca de 470 km de Teresina, investigado por suspeita de corrupção eleitoral. O pedido foi apresentado após a prisão em flagrante do agente, ocorrida na noite de sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026.
Durante a abordagem, foram apreendidos R$ 2.450 em dinheiro, material de propaganda eleitoral, um aparelho celular e um caderno com nomes de eleitores associados a valores e pedidos de bens materiais, segundo o Ministério Público Eleitoral.
Após a prisão, o Ministério Público Eleitoral, por meio da promotora Gabriela Almeida de Santana, titular da Promotoria Eleitoral da 38ª Zona Eleitoral, requereu o afastamento temporário do investigado da função de conselheiro tutelar.
O pedido foi aceito pelo Juízo das Garantias do Núcleo IV da Justiça Eleitoral, em Picos, que também determinou outras medidas cautelares.
O investigado está proibido de manter contato com eleitores e testemunhas relacionados às anotações encontradas no caderno. Também não poderá deixar a Comarca de Paulistana por período superior a oito dias sem autorização judicial.
Além disso, deverá comparecer aos atos processuais e investigativos para os quais for intimado.
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