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Ciro Nogueira aponta economia e segurança como eixos centrais das eleições

Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta quarta-feira (9), o senador Ciro Nogueira (PP) manifestou confiança em sua reeleição e afirmou que a questão econômica brasileira e a segurança pública serão fundamentais para a definição do resultado das eleições de 2026.

“O que vai definir a eleição, é o preço dos alimentos, o endividamento das pessoas e a questão da segurança. Não tenha dúvida de que é isso que vai decidir quem será o próximo presidente da República e governadores, e vai influenciar muito também nas eleições proporcionais do nosso país”

Ao abordar o aspecto econômico, o senador apontou as altas taxas de juros e o endividamento da população como fatores de desgaste do poder de compra do trabalhador, encarecendo o preço dos alimentos e dos bens essenciais, que definem o cenário de insatisfação popular.

“Os juros afetam toda a economia, principalmente no maior problema que nós temos hoje, que é a questão do endividamento das pessoas. As pessoas estão completamente endividadas, e cada vez que aumenta a taxa de juros fica mais difícil quitar o pagamento dessas dívidas”, declarou. 

Confiança na reeleição

Durante a entrevista, Ciro defendeu sua trajetória pública com base em entregas e na destinação de recursos para os municípios piauienses. Segundo ele, o eleitor deve comparar o histórico de realizações dos demais candidatos, questionando-se sobre a capacidade de entrega de recursos e a eficácia administrativa ao longo dos últimos anos.

“Se vocês acham que algum desses políticos que estão disputando comigo tem condições de fazer mais do que eu faço pelo estado do Piauí. E se têm, por que não fizeram já que tinham um mandato? Então,acho que essa é a grande pergunta que o eleitor vai responder e, com certeza, vai me dar a vitória”, declarou. 

Crise no STF

Sobre a questão envolvendo a crise entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar ressaltou respeito à Suprema Corte e de cumprimento da Constituição, mas ressaltou que debates prolongados sobre a instituição desviam a atenção das demandas prioritárias da população.

“Espero que as pessoas tenham bastante sabedoria para acabar com essa confusão. Acho que isso não leva a nada. A população brasileira quer saber da questão da segurança, da geração de emprego, saúde, educação e atração de investimentos para o nosso país. Perdemos muito tempo nessas discussões vazias que dividem o nosso país”, disse.

Por outro lado, Ciro deixou em aberto a possibilidade de impeachment de ministros do STF. “Neste atual mandato é impossível, porque não há número para isso no Senado. Agora, isso está na mão do eleitor; na próxima eleição vai-se renovar dois terços do Senado, e quem vai definir isso é o eleitor”, destacou.

Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

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Neutralidade no 1° turno

Presidente nacional do PP, Ciro Nogueira explicou que a decisão do partido de se manter neutro no primeiro turno da eleição presidencial diz respeito à estratégia eleitoral de priorizar as disputas majoritárias e proporcionais nos estados.

“Vamos acertar. Teremos, com certeza, o maior número de governadores, o maior número de deputados federais, o segundo maior número de senadores e a maior bancada de deputados estaduais. Então, acho que foi uma decisão, pensando partidariamente, acertada”, explicou.

Apesar disso, o senador afirmou que o PP e outros partidos do chamado “Centrão” serão fundamentais em um eventual segundo turno. “Não tenha dúvida. Como a eleição vai para o segundo turno, e nós vamos eleger o maior volume de governadores e de deputados, os partidos de centro serão decisivos no segundo turno”, cravou.

Críticas a concessões no Piauí

Ao comentar a questão da infraestrutura e serviços públicos no Piauí, Ciro Nogueira fez duras críticas à concessão dos serviços de água e de energia elétrica no estado, classificando a gestão hídrica estadual como um colapso e cobrando maior fiscalização sobre as empresas concessionárias.

“A situação da água é um colapso completo em todas as cidades, fruto de incompetência e falta de fiscalização. Entregaram o comando de toda a parte de água do nosso estado para uma empresa de quinta categoria que presta um péssimo serviço. Falta água até em Teresina e Floriano”, disparou. 

“A Equatorial é outra irresponsabilidade: o governo do estado não fiscaliza nem cobra, resultando em falta de luz o tempo inteiro. Uma das metas do meu mandato é criar uma frente partidária para cobrar essas empresas; ou prestam um serviço melhor à população, ou perdem a concessão”, completou.

Escala 6×1

Após a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Ciro defendeu que a proposta seja deliberada no plenário do Senado e promulgada.

“Existe um consenso na casa de que é um direito do trabalhador ter mais um dia de descanso para conviver com suas famílias. Precisamos agora buscar a responsabilidade de diminuir os custos dos patrões, que terão suas despesas aumentadas”, afirmou. 

Apesar disso, enfatizou a necessidade de medidas para enfrentar os efeitos da redução da jornada de trabalho. “O ideal é reduzirmos o custo do Estado e a carga tributária para compensar esse dia a mais de descanso. Vamos tentar pautar e aprovar isso agora, no segundo semestre, no máximo até o final do ano”, garantiu.

Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

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Segurança Pública 

Na área da segurança pública, o senador piauiense defende a redução da maioridade penal. “A população que tem direito de votar acima de 16 anos também deve ser penalizada caso cometa crimes. Não podemos passar o pano; bandidos que cometem crimes precisam ser punidos independentemente da idade”, disse.

O parlamentar também manifestou apoio ao endurecimento do enfrentamento às facções. “Temos que combater e focar no braço financeiro: quem financia e quem lava o dinheiro das facções. Precisamos aprovar medidas cada vez mais duras contra iss”, enfatizou.

Unificação do país

Por fim, Ciro pontuou como deve ser sua relação com o presidente da República em 2027 caso seja reeleito senador. “Se o Lula ganhar, espero que venha com esse espírito de unificação. Se outro candidato vencer, também terá que unificar o país. Não dá para ganhar a eleição presidencial e governar apenas para metade da população”, concluiu.

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