Datafolha: Lula tem 47% no 2º turno contra 43% de Flávio

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto no segundo turno das eleições, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O resultado coloca Lula e Flávio em situação de empate técnico dentro da margem de erro. No levantamento de julho, Lula tinha 48% contra 43% de Flávio.
É a primeira pesquisa do instituto desde o pontapé dado pelas campanhas no domingo (16). Na sexta (28), começa o período de horário eleitoral gratuito na rádio e TV.
A oscilação aumenta a pressão sobre a campanha petista em meio ao avanço de uma investigação da Polícia Federal (PDF) que apura se seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuava como lobista dentro do governo – o que poderia configurar tráfico de influência.
No primeiro turno, o presidente soma 39%, enquanto o senador registra 33%. A diferença de 6 pontos é também menor que a do último mês, quando Lula aparecia com 40% dos votos e Flávio com 32%. A variação está dentro da margem de dois pontos.
Na sequência está o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, e o ativista libertário Renan Santos (Missão), com 4%. Romeu Zema (Novo) tem 3%.
Veja abaixo atos de campanha dos principais candidatos:




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O Datafolha entrevistou presencialmente 2.058 eleitores de 18 a 20 de agosto. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Superior Tribunal Eleitoral) com o número BR-04496/2026.
Investigações contra Lulinha
Desde 27 de julho, quando a última rodada do Datafolha foi divulgada, um novo fato político entrou na balança: o avanço do cerco da PF contra Lulinha. Como mostrou o SBT News, novos detalhes das investigações indicam que o filho de Lula atuava em coordenação com a advogada Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar para intermediar interesses privados de empresários junto ao governo federal.
O grupo teria a ajuda, entre outros, de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete da Presidência da República, para destravar reuniões e abrir caminho para empresas no Planalto. Segundo o inquérito, Roberta passou a pagar despesas pessoais de Marcola em 2024. Foram mais de R$ 217 mil, incluindo gastos pessoais e joias.
Um dos casos intermediados pelo trio envolve o Ministério da Saúde. A investigação aponta que Roberta e Lulinha teriam atuado para destravar a regulamentação do uso de canabidiol e, na sequência, viabilizar a contratação de uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como o principal operador do esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas e que está preso desde setembro.
O negócio era estimado em mais de R$ 1 bilhão. Em uma das mensagens, a advogada diz que precisava de “100% do berger”, em referência a Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. A reunião entre os dois teria sido articulada após a intervenção de Lulinha.
Há três inquéritos contra Fábio Luís no STF. Um está na mão do ministro Flávio Dino e dois com André Mendonça, que mandou a PF averiguar vazamentos de informações sigilosas sobre a investigação relacionadas à Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.
Nesta semana, a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao gabinete de Mendonça que retire a investigação do Supremo e envie para a primeira instância ao entender que nenhum dos envolvidos ocupa cargo que justifique julgamento do Supremo.
O ministro é contra e se baseia na menção de pessoas com foro privilegiado nas conversas entre os envolvidos. Na visão da PGR, o caso não tem relação com as fraudes do INSS.
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