Justiça decreta prisão de suspeito de mandar matar fundador de projeto social

A Justiça decretou a prisão preventiva do comerciante Rossano Barbosa, apontado pela Polícia Civil como mandante do homicídio de Antônio Carlos de Amorim, conhecido como “Deda”, fundador do projeto social Arena Paroquial e músico em Picos, no Sul do Piauí. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI).
Antônio Carlos morreu após ser brutalmente espancado na madrugada de quarta-feira (29), nas proximidades do Estádio Helvídio Nunes, em Picos.
Na manifestação encaminhada ao Judiciário, o Ministério Público destacou a gravidade do crime, o risco à ordem pública, a prática de vingança privada e a possibilidade de interferência na produção de provas. Com esses fundamentos, o órgão defendeu a necessidade da prisão preventiva para garantir o andamento das investigações e da futura ação penal.
O promotor de Justiça Jessé Mineiro, titular da 9ª Promotoria de Justiça de Picos, informou que o MPPI continuará acompanhando o caso durante o inquérito policial e na ação penal para assegurar a responsabilização de todos os envolvidos.
Foto: Reprodução

Investigação aponta morte por engano
As investigações da Polícia Civil apontam que Antônio Carlos foi morto por engano, após ser confundido com um homem suspeito de praticar furtos em um estabelecimento comercial. Segundo a delegada Robianne Nunes, responsável pelo caso, o comerciante apontado como mandante afirmou pretender apenas dar um “corretivo” no suposto autor dos furtos.
“O dono do estabelecimento, suposto mandante, afirmou que ficou acertado com o agressor, conhecido como Alemão, que ele daria um corretivo no suposto autor do furto. O comerciante teria mostrado as imagens do suspeito para o agressor. Durante a noite, ele viu a vítima passando pelas proximidades, acreditou que fosse a mesma pessoa e iniciou as agressões sem qualquer aviso”, explicou.
Ainda conforme Robianne Nunes, o homem apontado como executor já teria praticado ataques semelhantes anteriormente. “O agressor se ofereceu para dar esse corretivo e afirmou que já havia feito isso em outras oportunidades porque não gostava de bandido. Pela forma como praticou o crime, houve uso exacerbado da força. A vítima sofreu diversos golpes e morreu horas depois”, afirmou.
A Polícia Civil também esclareceu que o laudo pericial descartou a hipótese inicial de que a vítima teria sido agredida com uma barra de ferro. Conforme a perícia, a vítima morreu em decorrência de diversos socos desferidos na região da cabeça.
A delegada ressaltou que o próprio investigado poderá esclarecer qual era sua real intenção, mas destacou que a violência empregada nas agressões foi determinante para a morte da vítima.
Prisões e investigações
O primeiro preso foi o comerciante Rossano Barbosa, apontado como mandante do crime. Já o suspeito de executar as agressões, conhecido como “Alemão”, foi localizado no Ceará. Em depoimento, o comerciante afirmou que não tinha a intenção de matar Antônio Carlos.
Os dois suspeitos passaram por audiência de custódia — o comerciante em Picos e o executor no Ceará — e permanecerão à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime. Novas diligências ainda serão realizadas antes da conclusão do inquérito.
cidadeverde




