Após mortes de soldados dos EUA, Trump promete vingança contra o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que o Irã “pagará” pela morte de soldados norte-americanos durante a guerra entre os dois países. A declaração foi feita após um dos fins de semana mais letais para as tropas dos EUA desde o início do conflito.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades americanas, o número de militares mortos chegou a 17 após a confirmação da morte de mais um soldado. Dois deles morreram em um ataque iraniano contra forças dos Estados Unidos na Jordânia.
“Sempre que o Irã matar um soldado norte-americano, pagará por essa morte muitas vezes mais”, escreveu Trump no Truth Social. “Essa diretriz foi transmitida ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, e ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine.”
Desde o início da guerra, em fevereiro, cerca de 430 militares norte-americanos ficaram feridos. Em março, outros seis soldados morreram após um drone iraniano atingir uma instalação militar dos EUA em Port Shuaiba, no Kuwait.
Reforço militar e novas ameaças
A Casa Branca informou que Trump participará da cerimônia de homenagem aos militares mortos na Base Aérea de Dover, em Delaware.
Embora o presidente tenha afirmado que repassou uma “diretriz” ao Pentágono, o governo não detalhou quais medidas foram determinadas. Segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters, antes mesmo do ataque na Jordânia os Estados Unidos já haviam iniciado o envio de reforços militares ao Oriente Médio, incluindo caças e aviões-tanque.
Na semana passada, Trump também ameaçou ampliar os alvos dos ataques contra o Irã. Entre as possibilidades mencionadas estão usinas de energia, pontes, o centro petrolífero da Ilha de Kharg e uma instalação subterrânea ligada ao programa nuclear iraniano, conhecida como montanha Pickaxe.
Conflito segue no centro das atenções
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, as recentes ofensivas dos Estados Unidos também buscam enfraquecer a capacidade militar iraniana antes de uma eventual ampliação das operações no país.
A guerra e seus custos financeiros devem dominar a audiência prevista para esta terça-feira (21) no Congresso dos EUA, com a participação do secretário da Guerra, Pete Hegseth, e do chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine.
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