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Semec entrega imagens à polícia sobre suspeita de estupro em escola de Teresina

A Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec) informou que as imagens do circuito interno de segurança da Escola Municipal Eurípedes de Aguiar, no bairro Marquês, zona Norte da capital, já foram entregues à Polícia Civil para auxiliar na investigação da suspeita de estupro de uma estudante de 12 anos dentro da unidade de ensino.

O caso, ocorrido na última segunda-feira (25), é investigado sob sigilo por envolver menores de idade. Segundo o secretário municipal de Educação, Ismael Silva, toda a movimentação dos estudantes dentro da escola foi registrada pelas câmeras de monitoramento e será analisada pela polícia.

“Nós temos imagens de segurança que a polícia vai averiguar. Toda a movimentação que aconteceu dentro da escola para avaliar as versões que estão sendo apresentadas, tanto pela menina quanto pelo menino. As imagens do sistema interno de segurança já foram entregues, inclusive, para a Polícia Civil”, afirmou.

Durante entrevista, Ismael Silva também esclareceu que o suposto crime não ocorreu dentro da quadra esportiva da escola, como chegou a circular inicialmente. Segundo ele, os estudantes tiveram acesso a um espaço isolado da unidade, que estava fechado para manutenção e limpeza.

“É importante ressaltar que não foi dentro da quadra. A quadra, inclusive, está fechada. Nós estávamos com uma equipe executando serviço de capina e limpeza dentro desse espaço da escola. Em razão do final do dia, a equipe acabou não trancando o portão e eles tiveram acesso a esse espaço, que é um pouco mais isolado”, explicou.

Foto: Reprodução/Google Street View

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Aluna será transferida para outra unidade da rede municipal

A estudante de 12 anos foi afastada temporariamente das atividades presenciais e terá transferência garantida para outra escola da rede municipal de ensino.Segundo Ismael Silva, a família enfrentava dificuldades para conseguir vaga em outra unidade e a secretaria decidiu assegurar imediatamente a mudança da adolescente para preservar a segurança e continuidade dos estudos.

“Nós estamos em comunicação porque a família estava encontrando dificuldades de conseguir vaga em uma outra unidade de ensino. A secretaria já garante essa vaga em uma nova unidade para qualquer criança que estiver em alguma situação semelhante, para que a gente possa proteger o máximo possível”, afirmou.

A Semec também informou que orientou a família da adolescente a procurar o Serviço de Atenção às Mulheres e Crianças Vítimas de Violência Sexual (SAMVIS) para realização dos exames periciais e atendimento especializado.

Pai retirou adolescente suspeito da rotina escolar

Sobre o estudante de 15 anos apontado como suspeito, o secretário informou que o pai decidiu retirá-lo voluntariamente da rotina escolar após diálogos com a direção da unidade e equipes da secretaria. O adolescente também deixou de frequentar as aulas presenciais enquanto o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Foto: Sayuri Sato/TV Cidade Verde

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Direção da escola foi comunicada um dia após o caso

De acordo com o secretário, a direção da escola só tomou conhecimento da situação na terça-feira (26), quando a adolescente procurou a diretora adjunta da unidade para relatar o ocorrido.
Ismael Silva afirmou que, após a denúncia, a equipe gestora iniciou imediatamente os protocolos previstos para casos de violência contra crianças e adolescentes.

“A ocorrência foi na segunda-feira, dia 25. Entretanto, a suposta vítima comunicou a direção da escola somente na terça-feira, no dia seguinte. E de imediato, o diretor adjunto acionou o diretor titular da unidade de ensino para relatar todos os fatos. Chamou-se toda a equipe institucional”, declarou.

Segundo a Semec, o Conselho Tutelar e a Gerência de Assistência ao Educando foram acionados ainda na terça-feira para realizar os encaminhamentos jurídicos, sociais e de saúde da estudante e da família. A secretaria informou que os procedimentos seguiram os protocolos previstos pela Lei da Escuta Protegida.

Durante a entrevista, o secretário afirmou que, até o momento, não há registro oficial de outras possíveis vítimas ou outros suspeitos relacionados ao caso dentro da escola.

“O que existe oficialmente é essa situação específica que está sendo apurada pela Polícia Civil. Todo o material e todas as informações da escola já foram repassadas às autoridades”, disse.

A Semec informou ainda que equipes multidisciplinares, compostas por psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos, foram disponibilizadas para acompanhar as famílias envolvidas. Além disso, a secretaria destacou que promove formações contínuas com gestores e profissionais da rede municipal voltadas à identificação e à notificação compulsória de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

As capacitações ocorrem em parceria com o Ministério Público do Piauí e a Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio do projeto Escola de Paz. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Piauí e acompanhamento do Ministério Público do Estado do Piauí.

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