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“O trabalho não dignifica, mata”, diz pré-candidato do PSTU a presidente

Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta quarta-feira (27), o pré-candidato à Presidência da República pelo PSTU, Hertz Dias, afirmou que um dos principais desafios da sua campanha será politizar o debate eleitoral. Na ocasião, criticou o PT e a chamada Frente Ampla, por limitar o debate apenas à derrota do fascismo , e a extrema-direita, por reduzir a discussão a um combate ao comunismo.

“É impossível entender a decadência do Brasil se você não consegue compreender o que significou os 17 anos de governo do PT. O PT é parte da responsabilidade. Não toda, mas a decadência do país tem a ver também com o PT. E nós estamos querendo apresentar uma alternativa que parta, a princípio, de explicar o Brasil e, a partir daí, as tarefas para que a gente possa mudar essa realidade

Durante a entrevista, Hertz Dias também destacou o fim da escala 6×1 como um dos temas centrais da sua pré-candidatura. “Nós estamos falando de um país que tem 80 milhões de pessoas hoje no mercado informal, ou seja, ou desempregado ou subempregado. A gente tá falando de um país em que o trabalho não dignifica, mata.”, afirmou, citando o adoecimento mental de trabalhadores e professores como consequência direta das condições laborais no Brasil. Para ele, o debate sobre a redução da jornada “é para ontem”.

“Três mil trabalhadores estão morrendo por dia no trabalho. Mais de 500 mil trabalhadores estão se afastando por ano em função de problemas da saúde, inclusive da minha categoria, que é a de professore, com uma doença chamada síndrome de burnout, que atinge muito a nossa categoria”, completou o pré-candidato.

Hertz Dias rejeitou a proposta do governo Lula de adotar a escala 5×2 com 42 horas semanais e defendeu uma jornada máxima de 36 horas com escala 4×3. “Isso geraria, de imediato, aproximadamente 5 milhões de empregos”, declarou o pré-candidato do PSTU, que rebateu o argumento de que a redução da jornada quebraria o país. “Países mais desenvolvidos do mundo são os que têm a jornada de trabalho mais baixa, que pagam os melhores salários, que a classe trabalhadora tem uma saúde mental equilibrada”, afirmou.

O pré-candidato também criticou o modelo econômico centrado no agronegócio voltado para exportação e defendeu reforma agrária sob controle dos trabalhadores. “Não pode um país como o Brasil ser colocado como celeiro de produção de alimento do mundo e você ter milhões de pessoas que vivem de insegurança alimentar”, disse. “Isso é irracional.”

cidadeverde

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