Nikolas Ferreira reage a pedido de abertura de inquérito por falas sobre conteúdo sexual em escolas

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu ao pedido de abertura de inquérito contra ele após declarações sobre conteúdos sexuais em salas de aula. A solicitação foi apresentada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que protocolou uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT).
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que citou “casos reais” ao abordar o tema e destacou que sua fala ocorreu durante a discussão sobre um projeto voltado ao combate da erotização nas escolas.
Segundo Nikolas, suas declarações foram baseadas em reportagens sobre professores afastados por supostamente exibirem conteúdos impróprios, incentivarem beijos entre alunos ou utilizarem materiais com teor sexual em ambiente escolar.
O deputado também criticou a atuação do CNDH e questionou a ausência de posicionamento do órgão em outros episódios, como as denúncias envolvendo o ex-ministro Silvio Almeida, afastado após acusações de assédio sexual.
Conselho Nacional de Direitos Humanos pediu abertura de inquérito contra mim por ter dito que “existem professores que colocam vídeo pornográfico dentro de sala de aula, usando da sua posição hierárquica para poder colocar conteúdos eróticos, professor inclusive que fez alunos se…
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 27, 2026
Ao final da manifestação, Nikolas associou a iniciativa ao cenário político e afirmou que não será “parado” pelas investigações.
O pedido de apuração foi motivado por declarações feitas pelo parlamentar em agosto de 2025, durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan. Na ocasião, ele afirmou que professores exibiam vídeos pornográficos em sala de aula e citou supostos casos de docentes que utilizariam conteúdos eróticos e incentivariam beijos entre estudantes em troca de notas.
No momento da entrevista, Nikolas comentava o Projeto de Lei nº 2.628/2022, conhecido como “PL da Adultização”, que trata de medidas de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
Agora, o Ministério Público do Trabalho deverá analisar a representação apresentada pelo CNDH e decidir se abrirá ou não investigação formal sobre o caso.
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