Veja como é a cela onde Bolsonaro ficará na “Papudinha”

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido nesta quinta-feira (15) da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, uma ala especial localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
A Papudinha é uma área diferenciada do sistema prisional, administrada pela Polícia Militar, e historicamente destinada a presos com prerrogativas específicas, como ex-autoridades e condenados em casos de grande repercussão nacional. O local já abrigou condenados no escândalo do mensalão e atualmente também mantém presos o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques.
Imagens divulgadas mostram que a cela possui estrutura superior à média do sistema prisional brasileiro, com quarto individual, banheiro privativo, cama, iluminação adequada e ventilação. O espaço também conta com área destinada à circulação interna e permite acompanhamento médico contínuo, conforme autorização judicial.
Medidas excepcionais
Na decisão que determinou a transferência, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma série de medidas consideradas excepcionais, como assistência médica integral 24 horas, sessões de fisioterapia, possibilidade de atendimento por médicos particulares previamente cadastrados e deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência.
Moraes também autorizou visitas semanais permanentes da esposa, Michelle Bolsonaro, dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, além da filha Laura e da enteada Letícia Firmo, em dias e horários previamente definidos pela administração do presídio.
‘Colônia de férias’
Apesar das condições diferenciadas, o ministro ressaltou que a cela e os benefícios concedidos não transformam o cumprimento da pena em “estadia hoteleira” ou “colônia de férias”. Segundo Moraes, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar organização criminosa e por crimes contra o Estado Democrático de Direito, e a pena está em fase de execução definitiva.
A transferência ocorreu após reclamações da família sobre as condições da custódia na Polícia Federal, como barulho constante do ar-condicionado, tamanho da cela e regras de visitação.
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