Política

Trump cogita atacar Irã para incentivar novos protestos, aponta agência

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a possibilidade de ordenar ataques direcionados contra líderes e forças de segurança do Irã com o objetivo de estimular novos protestos internos e enfraquecer o regime iraniano. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em relatos de fontes do governo norte-americano.

Segundo duas fontes ouvidas pela agência, a estratégia discutida na Casa Branca busca criar condições para uma mudança de regime, após a repressão violenta a manifestações ocorridas neste mês no Irã. Organizações não governamentais apontam que mais de 6 mil pessoas morreram durante a contenção dos protestos.

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Protestos no Irã – Foto: Reuters

Alvos estratégicos

De acordo com os relatos, Trump analisa opções de ataque a comandantes e instituições consideradas responsáveis pela violência contra manifestantes. A avaliação é que ações desse tipo poderiam dar confiança à população para ocupar prédios governamentais e instalações de segurança.

As fontes ressaltam que nenhuma decisão final foi tomada, inclusive sobre o uso efetivo da força militar. O tema segue em debate entre assessores de segurança nacional e autoridades do governo norte-americano.

Cenários em discussão

Um outro integrante do governo dos EUA afirmou à Reuters que há também a análise de um ataque de maior escala, com potencial de causar impacto prolongado. Entre as possibilidades discutidas estão bombardeios a mísseis balísticos iranianos, que poderiam ser usados em retaliações contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio.

Esse cenário incluiria ainda novas ofensivas contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano, especialmente as voltadas ao enriquecimento de urânio. Segundo uma das fontes, Teerã resiste a negociar limitações nesse campo por considerar os mísseis sua principal ferramenta de dissuasão frente a Israel.

Movimentação militar dos EUA

A chegada recente de um porta-aviões norte-americano e navios de guerra de apoio à região ampliou a capacidade operacional dos Estados Unidos no Oriente Médio. O deslocamento militar reforça o leque de opções à disposição de Trump, caso decida avançar com ações mais duras.

Temor de efeito contrário

Apesar das discussões, autoridades regionais e diplomatas demonstram preocupação. Quatro autoridades árabes, três diplomatas ocidentais e uma fonte ocidental de alto escalão afirmaram à Reuters temer que eventuais ataques dos EUA acabem enfraquecendo os protestos, em vez de incentivar novas mobilizações.

O analista Alex Vatanka, diretor do Programa Irã do Instituto do Oriente Médio, avaliou que, sem deserções militares em larga escala, os protestos no país seguem sendo “heroicos, mas em desvantagem numérica e de armamento”, o que limita sua capacidade de derrubar o regime apenas pela pressão popular.

Com informações de Reuters/meionorte

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