Polícia

Terceiro suspeito de latrocínio de empresário do ramo de ouro é preso no Piauí

A Polícia Civil do Piauí prendeu, na manhã desta sexta-feira (13), o terceiro suspeito de envolvimento no latrocínio que vitimou o empresário do ramo de ouro Edivan Francisco de Moraes, morto no dia 3 de janeiro deste ano, em Teresina.

A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Caronte, deflagrada na cidade de Altos. O preso é Renato Rodrigues, conhecido como Renato Magão.

Segundo o delegado Natan Cardoso, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele já possuía mandado de recaptura em aberto após fugir do sistema prisional, tem uma extensa ficha criminal e é considerado de alta periculosidade.

“Na ocasião de hoje demos cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão no contexto da Operação Caronte, segunda fase agora deflagrada na cidade de Altos novamente. E nesse contexto foi preso Renato Magão, um indivíduo já muito conhecido da polícia, responsável por diversos assaltos a lotéricas e também por diversos roubos já investigados, com uma extensa ficha criminal. É um indivíduo de altíssima periculosidade que também se encontrava foragido da penitenciária, fugiu recentemente e se encontrava com mandado de recaptura em aberto. Ele foi um dos responsáveis pelo latrocínio que vitimou Edivan”, explicou o delegado.

De acordo com as investigações, Renato Magão teria participado diretamente da execução do crime. Ele e outro suspeito, identificado como Pedro Felipe, que segue foragido, teriam invadido a residência do empresário e efetuado disparos contra a vítima.

Após o assassinato, os suspeitos levaram joias de ouro que o empresário utilizava e retiraram um equipamento de armazenamento de imagens do imóvel.

“Ele seria um dos indivíduos que adentrou a casa da vítima e realizou todo o crime dentro do imóvel. Tem um quarto indivíduo suspeito que se encontra foragido. No cumprimento do mandado de busca hoje, ele não se encontrava no imóvel”, afirmou Natan Cardoso.

Durante as diligências realizadas nesta sexta-feira, os policiais apreenderam com o suspeito uma pistola calibre .40 com numeração raspada, de uso restrito.

“Foi apreendida uma pistola calibre .40 com numeração raspada/suprimida e de uso restrito, e ele também será autuado por esse delito agora na forma da lei”, acrescentou Natan Cardoso.

Ainda segundo o delegado, quatro suspeitos foram identificados como envolvidos no latrocínio que vitimou o empresário. Os dois primeiros foram presos na primeira fase da Operação Caronte, o terceiro na segunda etapa, e um segue foragido.

Conforme Natan Cardoso, as investigações estão na fase final e o relatório deve ser encaminhado em breve ao Poder Judiciário.

“São quatro indivíduos envolvidos no crime já devidamente identificados, todos participantes do mesmo grupo apontado inicialmente nas investigações. No entanto, excluímos alguns indivíduos que anteriormente eram investigados por nós, mas que também fazem parte da mesma facção e daquele grupo que atua na cidade de Altos, todos morando em região próxima. A gente já está na fase final do inquérito policial, as investigações já estão se encerrando e muito em breve vamos relatar e encaminhar à Justiça”, finalizou o delegado.

Polícia divulga foto de suspeito foragido

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil divulgou a fotografia de Pedro Felipe, apontado como foragido da Justiça por participação no latrocínio. Ele é considerado um dos integrantes do grupo investigado.

Informações que possam levar ao paradeiro do suspeito podem ser repassadas de forma anônima ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), pelo telefone (86) 99463-6500. A polícia reforça que a identidade do denunciante será mantida em sigilo.

Crime foi planejado

De acordo com as apurações, o crime foi premeditado e executado com divisão de tarefas entre os envolvidos, desde a atração da vítima até a fuga após a execução.

A investigação aponta que os suspeitos criaram um cenário de negociação comercial para atrair o empresário. Edivan atuava na compra e venda de ouro e mantinha contatos frequentes para transações presenciais, prática comum nesse tipo de atividade.

No início de janeiro de 2026, ele passou a receber contatos insistentes relacionados a uma suposta negociação de cerca de 98 gramas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 40 mil. A proposta reforçava a aparência de uma transação legítima e levou a vítima a aceitar o encontro.

Conforme o delegado Natan Cardoso, G.R.S., conhecido como “GG”, foi apontado como o principal articulador da falsa negociação. Ele foi preso durante a primeira fase da Operação Caronte e permanece à disposição da Justiça.

No dia do crime, ainda segundo a investigação, o suspeito continuou se comunicando com Edivan, acompanhando seu deslocamento e alinhando o momento do encontro. Mensagens analisadas pela polícia indicam que a movimentação da vítima era monitorada em tempo real.

Ao chegar ao local combinado, o empresário foi surpreendido e executado. A motivação do crime, segundo a polícia, foi patrimonial.

Com a conclusão do inquérito próxima, a Polícia Civil trabalha agora para localizar o último suspeito foragido e formalizar o envio do caso ao Judiciário.

cidadeverde

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